miúdos anos 80

29.10.14
Quando eu era miúda não haviam estrelas Disney, nem DVD e canais de televisão a debitar coisas de criança.
Eu vibrava com estes filmes de dança: o Footloose, o Flashdance, a Fame.
Ainda hoje guardo alguns vinis que os meus pais me deram, e sempre que ouço estas músicas é como se fosse hoje!
Lembro-me de ir para as aulas de ballet com camisolas de fato de treino e perneiras a imitar os meus ídolos e ouvir a professora (espanhola) gritar comigo:
"Sílvia, pensas que a vida é um circo? Vai-te vestir em condições!"
"Querida Conchita, hoje tenho 36 anos, não dei bailarina como podes ver, tinhas razão, mas continuo a vestir-me como se a vida fosse um circo. E não é que resulta?"

[want]: fine little day book

27.10.14




Acabou de ser lançado o livro do blog Fine Little Day. Para quem como eu é leitora do blog há tantos anos e o usa como inspiração visual frequentemente, apreciando cada detalhe e fotografia das suas casas, lugares, paisagens, objectos e inspirações, será um prazer guardar uma cópia deste livro que me trará momentos de pura contemplação fora da web.
Ainda estou esperançada que venha aí a versão inglesa, porque para além das fotografias quero ler todas as palavras que a Elisabeth Dunker escolheu usar no livro.
Parabéns ao Fine Little Day, porque conseguir de forma continuada e coerente ser sempre um blog original e espontâneo, e por agora passar para o papel aquilo que tem vindo a fazer sempre tão bem. Mais do que merecido!


living on a tree

26.10.14
Treehouse by Peter Bahouth


All images © 2011 Lindsay Appel
(via Ignant)

found it

25.10.14
#foundit Há anos (muitos!) que não pratico desporto. Se numa altura da minha vida o movimento fazia parte do dia a dia, pela sua agitação e por actividades que requeriam mais destreza física, agora tudo indica para o sedentarismo.
Eu tenho uma total ausência de força de vontade de fazer o que quer que seja relacionado com desporto, caminhar, correr, ginásios, etc. Para mim mexer-me nunca foi um desporto, mas sim um meio para atingir um fim.
Depois da trombose fui aconselhada a caminhadas diárias de 30 minutos, ou a praticar uma actividade leve mas continuada. E eu sei que tenho de o fazer, sei mesmo, às vezes caminho, outras vezes tento fazer amizade com a bicicleta elíptica que tenho em casa, mas nenhuma delas me agarra. Estou constantemente a pensar quando é que aquilo acaba. Já chega? E a minha cabeça viaja para todas as coisas que quero fazer quando sair dali.
E não, não sou daqueles seres abençoados pela genética com tudo no sítio sem nada fazer. Por aqui, depois de duas gravidezes e zero desporto, as coisas já não são as mesmas, três kg acima do que era normal antes de ser mãe, mas que de alguma forma já me habituei e confesso que não ligo muito a isso, devia ligar, mas não ligo. A massa muscular já desapareceu há muito e a flexibilidade foi pelo mesmo caminho. A postura anda pelas ruas da amargura e os abdominais há muito que não dão o ar da sua graça.
Mas eu tento, a trombose criou em mim um aviso permanente que eu não consigo ignorar. Já fui a ginásios, tentei aulas em conjunto, procurei grupos de tudo e mais alguma coisa. Raramente passo da primeira experiência, porque sei imediatamente quando uma coisa não é para mim, não me iludo muito. Tenho ainda muitas restrições de horário familiar que me impedem de fazer parte da maioria das aulas e que também servem como desculpa mental para mim própria por não conseguir.

Mas ontem encontrei. O sítio. A actividade. A vontade.
Um grupo de Yoga aqui bem perto de casa, no sítio mais bonito que podia estar, com um ambiente descontraído, mas muito profissional e dedicado. E vou ficar. E vou tentar com toda as minhas energias e dedicação levar as aulas de forma contínua e séria. Começo com uma aula semanal, mas quero fazer pelo menos duas. Quero que o meu corpo sinta, a minha cabeça desligue, a minha postura volte e eu encontre em mim a energia e a vontade de cuidar de um corpo que é só meu e que só eu posso estimar.

A fazer figas!


#clogsandsocks

23.10.14
Sou a feliz proprietária de umas clogs lindas destas em amarelo que o marido cá de casa me ofereceu em modo super surpresa histérica (eu histérica, ele apenas incrédulo com o que um par de sapatos pode provocar numa mulher).
No Verão fizeram bem a sua função e posso dizer-vos que para além de confortáveis, dão o toque especial a qualquer 'trapo' que decidam usar. Pelo menos para mim, que sou uma pessoa do tipo 'bloco de cores' (acabei de inventar isto:D).
Estava a dar-lhes as últimas oportunidades estes dias em que o sol espreitou com força, mas também já estava preparada para as encostar durante algum tempo. Hoje vi a foto da Fancy Treehouse, com umas como as minhas, e com roupa de Outono e achei que podia fazer todo o sentido, na meia estação colocar umas meias com as minhas clogs. Sei bem que faz lembrar o turista com as birkenstock e a meia branca, sei bem disso, mas acho que gosto muito para não experimentar! Faltam-me é umas meias à altura, tipo estas!
E vocês? O que acham?

(todas as fotografias via FB Swedish Hasbeens)

genius @ work

22.10.14

Björk: Biophilia Live
"A new film captures the Icelandic singer's groundbreaking project Biophilia Live brings to a close an intense few years of activity from one of the most inventive artists working in the world of music. Björk’s Biophilia project has looked to engage with ideas surrounding nature—from climate change to the wonders of biodiversity—and the educational potential of touchscreen technology. It has simultaneously manifested itself in the form of an album, an app, an educational programme, and a beguiling live experience: today’s excerpt from Peter Strickland and Nick Fenton’s documentary captures the magic of the latter with the Icelandic singer's performance of "Moon," at London's Alexandra Palace."

ler mais em nowness

Xiomara Marques

20.10.14
Conheço (pouco) a Xiomara há uns bons anos de outros 'lugares' que não a internet. Mas são as suas fotografias e o seu percurso na web a mostrar o incrível trabalho que faz, que tenho seguido atentamente e que não pára de me surpreender.
Se hoje há muitos novos fotógrafos a aparecer pela internet fora, alguns deles reconhecidamente bons, há qualquer coisa na fotografia da Xiomara que a distingue. Não sei explicar o que será porque não percebo nada dessa técnica, mas sei que quando vejo uma rua ou um restaurante, um perfil de uma pessoa a aparecer no meu feed identifico de imediato que é dela.
Tenho a certeza que bons ventos vão soprar para estes lados, porque o trabalho que já fez é muito e bom para não ser reconhecido. A ela desejo que esse olho, essa visão especial através da lente não se perca nunca, porque é aí que reside a magia!
Sei que muita gente por aqui já segue o trabalho da Xiomara, mas para quem ainda não conhece vale bem a pena visitar o novo site que ela lançou hoje e ver atentamente cada um dos separadores, prometo que não se vão arrepender, é por aqui:
xiomaramarques.com

(todas as fotografias deste post são da autoria de Xiomara Marques)


'We want to read about characters that win'

17.10.14

Hoje no Humans of New York, a afirmação deste homem relembrou-me algo que penso por aqui vezes e vezes sem conta.

“I’ve written so many stories and novellas that nobody will look at, plays that I can’t get produced, screenplays that will never be made. Everything is so branded these days in the art world, it’s so hard for an outsider to get work.” 
“In what way would you consider yourself an ‘outsider?’” 
“I’m interested in failure, so those are the themes that I like to explore. But we live in a society that celebrates triumphalism. A society wants art that reaffirms itself. We want to read about characters that win.” 
“What was your lowest moment as an artist?” 
“I worked on a screenplay for two years, and it had just been turned down by the fifth theater in a month, and I remember walking down 5th avenue in the middle of winter, tossing the pages one by one into the slush, vowing never to do it again. It was just a few blocks from here, actually.”

E é isso, também aqui pelos lados da internet se vive o mesmo que nas artes.
Há os extremos, a internet que parece que só celebra o lado bom e bonito da vida, desde as fotografias bonitas, às frases inspiradoras, aos posts sobre mudança de vida, ao exercício físico, casas e roupas bonitas, viagens pelo mundo, etc, etc. Por outro lado temos a internet que se dedica ao escárnio e mal dizer, que é o oposto desta, mas nem por isso mais verdadeira.

E a falha? E os projectos que nunca saem da gaveta? E as tentativas sucessivas sem qualquer sucesso? E os corpos imperfeitos? E a roupa velha e sem graça? E a cara de quem apanhou um murro logo pela manhã? E os amores que nunca venceram? E o desemprego? E as traições? E as desilusões? Ninguém usa? Ninguém tem? Ninguém vive? Ninguém falha?

Eu falho, porque muitas vezes quando sinto que estou num desses momentos, fecho-me e não digo nada, ou o que digo nada quer dizer. O que interessa ao mundo o nosso falhanço se não houver um final feliz? Se não houver uma motivação boa, um encorajamento ao começar de novo, ao fazer e acontecer? Se calhar não interessa nada e as 'massas' não querem ler blogs deprimentes, isentos de glamour e de detalhes fofos.

Eu abro o meu instagram e só vejo coisas fixes. Mesmo! Desde fotografias bonitas, trabalho artístico, a viagens pelo mundo, selfies bem dispostas, roupas novas, frases encorajadoras, comida saudável, famílias felizes. Eu também gosto de ter um instagram bonito, com cor e imagens que me trazem boas sensações, não quero ter um instagram que me lembre do menos bom, para quê?
No outro dia li um post da Garance Doré que falava sobre isso e em que ela dizia que os amigos lhe ligavam e partiam do princípio que ela estava super bem graças às fotos no seu IG, quando ela tinha acabado de se separar, sair de casa, e estava a passar um mau bocado. As redes sociais não são mesmo a vida real, nunca vão ser, mas que têm grande influência na forma como os outros nos vêem, isso é certo, principalmente se os outros estão distantes fisicamente de nós.

Quando tive a trombose e falei dela por aqui, tive muitas reacções de pessoas interessadas em ajudar e preocupadas, mas também li o comentário sarcástico daquele que publica isso porque quer chamar a atenção.
É preciso peso e medida, entre o virtual e o real, é preciso desligar frequentemente o cérebro e o coração de uma máquina que não é a vida.
Mas também é preciso falar da vida, do falhanço e dos finais que não são felizes. Porque faz parte. Porque se também aqui tudo acaba bem, com os bons de um lado e os maus do outro, então mais vale mesmo ver as telenovelas, porque lá sabemos que está tudo feito para ser assim.



das pessoas

16.10.14
#moving#daspessoas #postais @pippinha Esta semana fui a Lisboa.
Visitei a LX Factory, o Cowork, trabalhei com a Filipa, conheci a Ana e a Marta ao vivo e a cores e descobri tantos outros trabalhos e pessoas como é o caso do Vitorino Coragem.

Eu vivo longe da cidade, das filas de trânsito e da correria, trabalho em casa e perto da praia, com todo o conforto que isso me pode trazer, mas sinto falta das pessoas.
De me cruzar com pessoas, lugares e cores. De descobrir acidentalmente outras vidas, outras visões, saltar fora da minha bolha e ver a dos outros. Conversar, trocar ideias.

Parece tão simples, mas não é. Quem trabalha como eu, sozinha, em que conheço muita gente, porque quase todas as semanas troco de trabalho, mas ao mesmo tempo não me cruzo quase com ninguém. Não sei se as pessoas são altas ou baixas, se riem muito ou se queixam, ou o que pensam do tempo ou da cidade, as palavras banais que ocupam muitas vezes tempo e espaço, mas que também fazem falta: olá, bom dia, estás boa, até logo, até amanhã.

Esta semana abri a caixa de correio com a minha filha, que já sabe que de lá só vem publicidade ou contas, e eis que estava lá um pequeno rectângulo de papel vindo da Rússia e escrito à mão.
'O que é isso mãe?'
'É um postal'
'De uma pessoa? Uma pessoa que escreveu para ti?' 'De outro país?' 'Não disseste que no correio só vinham contas?'
'Enganei-me filha, há pessoas que escrevem em papel, e enviam postais, que podem vir de qualquer parte do mundo. Pessoas que se lembram das outras pessoas.'
'Mãe, também quero escrever um postal'

Obrigada Filipa, pelo postal e por provares à minha filha de 6 anos o quão bom é recebermos este rectângulo de papel com umas linhas de texto vindo de outra parte do mundo.
Façam parte do desafio da Filipa aqui.



escravos do e-mail

13.10.14
Síndrome dos desorganizados, 18 tarefas urgentes para implementar e um cérebro que se ocupa em arranjar pontos de fuga desviando-me do 'caminho'.  #chateadacomigo #looklikeshitdays O gmail é o meu melhor amigo.
Fala comigo, traz-me novos amigos, oferece-me notícias, dá-me trabalho, substitui a minha memória, permite-me fazer chamadas ao vivo e a cores sem pagar um tostão e diz-me todos os dias o quão a minha vida está mais ou menos organizada pelo número de mails que tenho por ler.
Os mails que eu tenho por ler já não são spam, nem publicidade, nem comentários de redes sociais, nem nenhuma dessas coisas que já nem lemos, não, esses já são automaticamente geridos pelo meu melhor amigo.
Os que estão ali a dizer 'Sílvia estás lixada' todos os dias representam todas as coisas nas quais estou a falhar. Trabalho que não agarrei, perguntas que não respondi, propostas que não fiz, reclamações, questões, opiniões e dúvidas sem fim.
Há quem fique mesmo muito chateado por não receber resposta rápida ao seu e-mail, eu se calhar sou (fui) uma dessas pessoas, mas não sou mais. O meu melhor amigo mostrou-me que me bate em tudo, na organização e na velocidade com que me debita coisas no inbox que não tenho capacidade de gerir.
A determinada altura sinto que é ele que comanda a minha vida e chego a temer o momento em que o abro, se vai ficar recheado de rosas ou se me atira com ovos podres mal começo a trabalhar.
Amanhã começa uma nova semana, que venham as rosas ou os ovos podres, não consigo viver sem ele, mas passo o dia a tentar acabar com ele. É uma luta. É uma escravidão.

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lacunas femininas

10.10.14
Eu tenho grandes problemas em comprar jeans.
Nas lojas de shopping posso dizer que tenho dificuldade em comprar qualquer tipo de calças. Um dos principais problemas por que isso acontece é que eu não tenho, nunca tive, nem nunca hei-de ter umas 'thigh gap'.
Este ano queria comprar umas calças de ganga, apenas umas, que fossem mesmo boas e me ficassem mesmo bem, que eu pudesse usar em qualquer ocasião. Confesso que ainda não comecei a procurar porque experimentar calças de ganga deixa-me irritada, com vontade de gritar nas lojas:
'mas porque raio é que as calças de ganga agora são todas 'skinny' e elásticas? e porque é que um 38 numas calças de ganga parece um 30? e porque é que todas devemos querer andar de meias e fazer de conta que são calças? e porque é que as pernas são do diâmetro do tubo de escape de um carro? designers de jeans, quantas mulheres nuas é que vocês já viram na vida? quer dizer ao vivo, sem ser no ecrã e sem photoshop?'





O vídeo é uma boa sátira à forma como as marcas e a publicidade moldam o pensamento feminino, dá para rir, mas também devia dar para pensar.

(vídeo via 30 picos e tal)

as minhas escolhas @ luxwoman

5.10.14

Hoje podem ler no site da Luxwoman um pequeno artigo com as minhas escolhas, algo sobre mim e sobre os meus gostos, locais, comidas, pessoas, leituras, etc.
Espero que gostem!

the Miranda

3.10.14

Miranda July Introduces The Miranda from WELCOMECOMPANIONS on Vimeo.

Quando a Miranda July se junta a uma linha de carteiras só podia dar nisto:)
Adoro!

(Via Vogue.com)



she's the coolest

1.10.14


Sabem aquelas pessoas que parecem sempre bonitas com zero esforço? Pois, para mim, nesta web louca das imagens e dos perfis e dos blogs, a Garance Doré é a personificação disso mesmo.
'Effortlessly chic' talvez seja a expressão mais comum para este tipo de pessoas. Não sei se há ou não esforço, se tem ou não as melhores roupas, sei que escreve um dos melhores blogs de moda, e que sempre que a sua cara aparece por essa web fora, eu fico sempre com a mesma expressão estampada na minha: 'damn'!

(fotos: lookbook da Zara)

filosofia barata

29.9.14

FASHION FILM from Matthew Frost on Vimeo.

Mundos etéreos feitos de roupa especial, sapatos, objectos e flores, cobertos de uma neblina qualquer, que tecnicamente se chama de filtro, com um toque urbano depressivo. Da mulher artista, que não vive no mundo das pessoas normais, vive lá no paralelo onde tudo é belo.
Pá, quem é que aguenta isto?
Depois saem coisas destas que nos fazem rir, têm mesmo de fazer, não é?

Boa semana pessoas. Boa semana!

(via FB Lia Ferreira)

better than the real thing

24.9.14
Today is a super lady day! #superlady #anewday Tenho uma coisa por covers, gosto, não sei porquê, e acho que há uma série delas que são melhores do que o original, como é o caso desta versão da música dos Daft Punk, por Daughter.

Na imagem a t-shirt super lady da A New Day, que me faz sentir com mais energia do que o costume, que anda assim muito próximo do zero.
É tão difícil para mim nos dias que correm encontrar inspiração no trabalho dos outros, e não é pelo que os outros fazem, é por mim.
Mas o trabalho da Margarida Girão inspira-me seja na versão ilustração, na versão t-shirt ou na versão comunicação nas redes sociais.
E esta música dá-me uma vontade enorme de dançar. Ai dançar...a falta que faz dançar!

 

o que está por dentro é que interessa

22.9.14


Sim, uma boa roupa interior, de algodão e com qualidade faz maravilhas ao corpo e à mente.
E não, não sou apologista de conjuntos que se dizem a condizer, para mim são duas partes diferentes e separadas, cada uma com a sua cor e feitio.
Conforto é a palavra de ordem e cor, gosto de cor.

Este linha de interiores é da designer Daphne Javitch e foi 'designed to be the “perfect cotton undies” and channeling style icons of the 1960s and ’70s—think Diane Keaton and Jane Birkin.'

Para ver esta e outras colecções basta visitar o site da marca TEN.

todos iguais, todos iguais

19.9.14
#casamaurana #miudasgiras Se há uma altura da nossa vida em que prezamos a diferença, pelo menos alguns de nós (eu prezo muito), outras há em que não ser igual a todos os outros é uma grande chatice.
A minha filha ontem estava triste porque gozavam com ela por causa da capa da chuva.
Tem umas orelhas no carapuço. (sendo sincera, era a única capa de chuva no hipermercado).
E qual o problema das orelhas? Dizem que é de bebé.

Mas então e o que as tuas amigas que gozam com as orelhas usam?
A Violeta.
Mas quem é essa?
Pois mãe, eu precisava de saber melhor quem é a Violeta, só vi uma vez, porque na nossa televisão não temos e eu não sei. As minhas amigas adoram.

Mas sabes filha, tu não precisas de gostar do que elas gostam, se gostas da tua capa, deves defender os teus gostos. Não somos todos iguais, se assim fosse o mundo era uma grande seca.
Pois. Pois.
A capa está pendurada para os dias em que não tiver de ir à escola, para já ela prefere apanhar chuva pela cabeça abaixo do que ouvir risadas sobre ela.
Quer ser igual a todas as outras.


o mundo que gira e avança

15.9.14

Hoje foi o primeiro dia de escola para ela e para tantos milhares de crianças como ela.
Material, livros, identificações, cadernos, colas e plasticinas, há muito tempo que não me via no meio de tanta coisa e de tanta confusão para organizar.
Pais emocionados, crianças tristes, crianças alegres, havia de tudo.
Eu, confesso que não aguentei as borboletas na barriga que me tiraram o sono durante a noite.
Ela só estava preocupada em chegar a horas. Entra na escola e corre com os outros miúdos, esquece-me em menos de 5 segundos.
Está crescida e autónoma, ansiosa pela escola e pelo mundo novo que vai começar.
Eu quero que ela cresça feliz e despreocupada e sei que a escola nem sempre é isso, sei que falta liberdade, sei que o tempo fica demasiado tomado com regras e horários. Mas ela não.
Não me emocionei, deixei os sacos com o material e o meu bebé pequeno sentado numa secretária rodeada de crianças barulhentas e ansiosas.
Ela estava bem.
Já eu não sei se estou preparada para este mundo que gira e avança sem nos dar tempo para respirar.
Mas vai tudo correr bem.

Buraka Som Sistema X Cortebel

10.9.14
E hoje é isto pessoas, o novo vídeo dos Buraka Som Sistema com muita gente a dançar loucamente com sapatos, botas e sapatilhas Cortebel nos pés.
Orgulho!

Joana Barrios @ Tales of Endearment

9.9.14

Parece que a incrível Natalie Joos, do blog Tales of Endearment esteve cá pelas terras de Portugal. Para quem gosta de moda, vintage e um cunho bem pessoal, este é um blog que não se pode perder de vista, nunca!
E hoje as notícias são sobre alguém bem português com um forte sentido de estilo e opinião própria sobre a moda e a vida: a Joana Barrios.

Vão  ver e ler com atenção, garanto-vos que não é mais do mesmo, é do melhor!


i could live here

6.9.14
Gosto da madeira, da proximidade e inclusão com a natureza, da simplicidade e da normalidade desta casa.
Sem excessos de design e ultra minimalismos, há sinais dos seus donos por toda a parte, cozinhas vividas, louça no balcão, livros no sofá, espaços de trabalho com algum confusão própria da actividade.
Aqui respira-se.

(todas as imagens via freundevonfreunden.com com uma entrevista às proprietária da casa, a Pia Dehne)

[Cortebel]: moodboards

4.9.14



O trabalho com a comunicação online da Cortebel tem sido uma boa surpresa.
As pessoas gostam e partilham e deixam a sua opinião. Os seguidores da marca não têm parado de aumentar e o nosso calçado começa a estar espalhado um pouco por todo o país.
Ainda há muito para fazer, muitas estratégias para definir,  plataformas para criar, produtos para renovar, mas a certeza que a nossa presença é bem-vinda por quem calça e aprecia os nossos sapatos, isso já é certo.

Entretanto comecei a criar uns moodboards usando o calçado vintage da marca e procurando conjugações que eu acho que podem agradar a quem tiver o estilo certo para cada modelo.
A panóplia de modelos é imensa, alguns deles mais clássicos, outros mais improváveis, mas essa é a graça deste produto, ver a quantidade de coisas que já se fez e como elas se podem renovar e reutilizar.

Estes moodboards também se vão estender às novas colecções que entretanto se vão produzindo, mas até aqui tem sido um reavivar de modelos dos anos 80/90 que me tem dado um gozo especial.

Se quiserem seguir o nosso trabalho serão muito bem-vindos na nossa página do Facebook.
Até lá!



lost and never found

1.9.14
Muitas dezenas de fotografias de lugares abandonados pelo mundo, da autoria do fotógrafo Niki Feijen fazem o incrível projecto 'Frozen'.
Para mim, de todos os sítios incríveis que ele fotografa o que mais me espanta são as casas, os quartos, as cozinhas deixadas como se o mundo tivesse terminado sem aviso.
Quem vai embora e deixa as toalhas penduradas, os livros para ler e as fotografias ao lado da cama?
É arrepiante, monstruoso e ao mesmo tempo de uma beleza inexplicável.

(fotografias e notícia via daily mail)

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