todos iguais, todos iguais

19.9.14
#casamaurana #miudasgiras Se há uma altura da nossa vida em que prezamos a diferença, pelo menos alguns de nós (eu prezo muito), outras há em que não ser igual a todos os outros é uma grande chatice.
A minha filha ontem estava triste porque gozavam com ela por causa da capa da chuva.
Tem umas orelhas no carapuço. (sendo sincera, era a única capa de chuva no hipermercado).
E qual o problema das orelhas? Dizem que é de bebé.

Mas então e o que as tuas amigas que gozam com as orelhas usam?
A Violeta.
Mas quem é essa?
Pois mãe, eu precisava de saber melhor quem é a Violeta, só vi uma vez, porque na nossa televisão não temos e eu não sei. As minhas amigas adoram.

Mas sabes filha, tu não precisas de gostar do que elas gostam, se gostas da tua capa, deves defender os teus gostos. Não somos todos iguais, se assim fosse o mundo era uma grande seca.
Pois. Pois.
A capa está pendurada para os dias em que não tiver de ir à escola, para já ela prefere apanhar chuva pela cabeça abaixo do que ouvir risadas sobre ela.
Quer ser igual a todas as outras.


o mundo que gira e avança

15.9.14

Hoje foi o primeiro dia de escola para ela e para tantos milhares de crianças como ela.
Material, livros, identificações, cadernos, colas e plasticinas, há muito tempo que não me via no meio de tanta coisa e de tanta confusão para organizar.
Pais emocionados, crianças tristes, crianças alegres, havia de tudo.
Eu, confesso que não aguentei as borboletas na barriga que me tiraram o sono durante a noite.
Ela só estava preocupada em chegar a horas. Entra na escola e corre com os outros miúdos, esquece-me em menos de 5 segundos.
Está crescida e autónoma, ansiosa pela escola e pelo mundo novo que vai começar.
Eu quero que ela cresça feliz e despreocupada e sei que a escola nem sempre é isso, sei que falta liberdade, sei que o tempo fica demasiado tomado com regras e horários. Mas ela não.
Não me emocionei, deixei os sacos com o material e o meu bebé pequeno sentado numa secretária rodeada de crianças barulhentas e ansiosas.
Ela estava bem.
Já eu não sei se estou preparada para este mundo que gira e avança sem nos dar tempo para respirar.
Mas vai tudo correr bem.

Buraka Som Sistema X Cortebel

10.9.14
E hoje é isto pessoas, o novo vídeo dos Buraka Som Sistema com muita gente a dançar loucamente com sapatos, botas e sapatilhas Cortebel nos pés.
Orgulho!

Joana Barrios @ Tales of Endearment

9.9.14

Parece que a incrível Natalie Joos, do blog Tales of Endearment esteve cá pelas terras de Portugal. Para quem gosta de moda, vintage e um cunho bem pessoal, este é um blog que não se pode perder de vista, nunca!
E hoje as notícias são sobre alguém bem português com um forte sentido de estilo e opinião própria sobre a moda e a vida: a Joana Barrios.

Vão  ver e ler com atenção, garanto-vos que não é mais do mesmo, é do melhor!


i could live here

6.9.14
Gosto da madeira, da proximidade e inclusão com a natureza, da simplicidade e da normalidade desta casa.
Sem excessos de design e ultra minimalismos, há sinais dos seus donos por toda a parte, cozinhas vividas, louça no balcão, livros no sofá, espaços de trabalho com algum confusão própria da actividade.
Aqui respira-se.

(todas as imagens via freundevonfreunden.com com uma entrevista às proprietária da casa, a Pia Dehne)

[Cortebel]: moodboards

4.9.14



O trabalho com a comunicação online da Cortebel tem sido uma boa surpresa.
As pessoas gostam e partilham e deixam a sua opinião. Os seguidores da marca não têm parado de aumentar e o nosso calçado começa a estar espalhado um pouco por todo o país.
Ainda há muito para fazer, muitas estratégias para definir,  plataformas para criar, produtos para renovar, mas a certeza que a nossa presença é bem-vinda por quem calça e aprecia os nossos sapatos, isso já é certo.

Entretanto comecei a criar uns moodboards usando o calçado vintage da marca e procurando conjugações que eu acho que podem agradar a quem tiver o estilo certo para cada modelo.
A panóplia de modelos é imensa, alguns deles mais clássicos, outros mais improváveis, mas essa é a graça deste produto, ver a quantidade de coisas que já se fez e como elas se podem renovar e reutilizar.

Estes moodboards também se vão estender às novas colecções que entretanto se vão produzindo, mas até aqui tem sido um reavivar de modelos dos anos 80/90 que me tem dado um gozo especial.

Se quiserem seguir o nosso trabalho serão muito bem-vindos na nossa página do Facebook.
Até lá!



lost and never found

1.9.14
Muitas dezenas de fotografias de lugares abandonados pelo mundo, da autoria do fotógrafo Niki Feijen fazem o incrível projecto 'Frozen'.
Para mim, de todos os sítios incríveis que ele fotografa o que mais me espanta são as casas, os quartos, as cozinhas deixadas como se o mundo tivesse terminado sem aviso.
Quem vai embora e deixa as toalhas penduradas, os livros para ler e as fotografias ao lado da cama?
É arrepiante, monstruoso e ao mesmo tempo de uma beleza inexplicável.

(fotografias e notícia via daily mail)

dia do blog [?]

31.8.14
fly away Hoje li o artigo do Observador 'Blogues, antes e depois da fama, o poder da marca' e no final ficaram destacadas algumas expressões que se repetem ao longo do texto: famosos, moda, fama, tendências, consumos, visitas, fãs, números, celebridade, negócio, marcas, público, dinheiro.

Ora, eu respeito todas as opiniões e visões sobre a blogosfera de especialistas e pessoas com muitas visitas, mas um blog, originalmente não é a associação destas expressões e se vamos falar deles, então vamos falar de todos e da sua essência.

Um blog é uma plataforma online, para gerir e divulgar conteúdos, em imagem ou texto, na internet.
Estas plataformas são na sua maioria gratuitas e simples de utilizar tornando-se por isso acessíveis a um vasto público com acesso à internet. O que parece uma ideia simples, torna-se numa ferramenta super poderosa, porque dá voz e existência virtual às pessoas de todas as origens, géneros, profissões, opiniões, países e especialidades.

Esta existência virtual permite criar e divulgar conteúdos que os media nunca poderiam produzir, exactamente porque não têm o objectivo nem da informação, nem da criação e gestão de públicos. Apenas a partilha de um ponto de vista pessoal, de uma pessoa (ou pequeno grupo) que querem partilhar com outros aquilo que pensam, gostam e fazem.

Há blogs que são plataformas comerciais, claro que sim, nada contra, a versatilidade da ferramenta serve para isso mesmo, para fazermos deles aquilo que nos convier. Há blogs de empresas, marcas, bandas, etc que existem como forma de divulgação e comercialização. Mas não acredito que os blogs estejam reduzidos a produzir conteúdos para venda ou para consumo, procurando acima de tudo as estatísticas e atingir o maior número de pessoas possível.

Os blogs existem também para comunicar, para partilhar e para procurar identificação com um conjunto de pessoas que partilham algo connosco. São uma ferramenta universal e a sua existência não depende do número de amigos, fãs, nem de targets, likes ou campanhas, nem do poder económico individual, dependem única e exclusivamente da vontade e capacidade de uma pessoa em gerar conteúdo.
Por isso são tão livres e universais, sem amarras ou definições, porque podem ser efectivamente o que nós fizermos deles!

*não sabia que existia tal coisa como 'dia do blog'



estilo português

29.8.14
Hoje em dia somos inspirados por casas e estilos de todo o mundo.
Os ares clean e brancos do estilo nórdico já invadiram muitas páginas de blogs nacionais e a moda da recuperação de peças antigas que se cruzam com novas nas casas também já não é novidade para ninguém.  Lojas como o Ikea trouxeram o design acessível a muitas famílias e o conceito de que mudar de móveis e decoração pode ser tão simples como mudar de roupa.
Se por um lado isso abre portas a todo um novo conceito de casa, por outro reduz a possibilidade de se pensar em comprar peças para a vida a toda.
Quando visitei a casa da minha avó após a sua morte uma das coisas que me ficou gravada é que todo o seu recheio estava lá desde sempre. As peças em cima do balcão eram as mesmas, a toalha da mesa também, os candeeiros, tudo, nada tinha mudado desde a minha infância.
Isso hoje em dia seria impensável. Compramos com a certeza de que se nos fartarmos não teremos problema em substituir o que quer que seja.

Por outro lado assistimos a um reviver do 'ser e viver português', graças em grande parte ao projecto da Vida Portuguesa, agora está um pouco por todo o lado e ainda bem.
O estilo português é muito rico de peças e padrões únicos, tecidos, cerâmicas, madeiras, mantas e outros elementos que não só falam das nossas tradições como dão cor e vida a qualquer casa. 

As peças que ilustram este post são da Of Ceramics, uma empresa de Ílhavo que produz artesanalmente peças para todo o mundo.
A OF Ceramics descreve-se como fazendo a cerâmica artesanal mais bonita do mundo. E eu sei de muitas pessoas por esse mundo fora que concordariam com isso. Eu, por aqui não me importava nada de ter uma cozinha e mesa recheada com estas peças lindas.
Ver mais aqui no Facebook ou no site.

going short shortly

27.8.14

Como se já não bastasse nesta coisa da trombose:
o susto · o internamento · a dor · o descanso forçado · o trabalho atrasado · o exercício forçado · o tratamento de vários meses · não poder fazer a depilação · não poder apanhar sol · andar todos os dias de meias elásticas até mais ou menos sempre...
agora começaram os efeito secundários do medicamento e tenho o cabelo a cair.
Ora entre um cabelo comprido 'looking like shit' (assim como tudo o resto neste momento) e um bom corte curto, então venha ele!

(imagem daqui)

Orla Kiely AW14

22.8.14

Tivesse eu as 'posses' adequadas e esta nova estação vestia-me com tudo o que está aqui em cima. (excepto coisas com gatinhos, que não é de todo a minha 'onda')
Gosto das cores, dos cortes, dos materias e do look da modelo.

Para ver mais basta visitar o site da Orla Kiely, vale bem a pena agradar o olho!

pratica o desapego

21.8.14
Era talvez a jarra mais bonita do mundo:(
Pratica o desapego é uma tag que vejo muitas vezes no instagram da Isabel.
E ultimamente é uma expressão que não me sai da cabeça.

De entre as muitas coisas que preciso de mudar na minha vida, o desapego é uma delas. Livrar-me de tudo o que não me faz falta e simplificar a minha casa e o trabalho é neste momento urgente.

Nesta fase que ainda não sei bem até que ponto me devo ou não esforçar por causa da trombose, estou reticente em começar grandes arrumações que depois posso não ser capaz de acabar, mas exactamente por isso resolvi começar pequeno, gavetas, casas de banho, carteiras, etc.

Esta jarra é a prova viva da minha dificuldade em lidar com o desapego. Estava na minha casa do Algarve, literalmente toda partida, porque um dia a minha mãe a deixou cair. Ela achava esta jarra lindíssima e passou vários dias a colar cada uma das suas peças até ficar assim. Já se passaram bem mais de 10 anos (15? 20?) desde esse episódio e eu guardei-a dentro de um armário para um dia qualquer pensar sobre isso. Como a minha mãe morreu comecei a achar que olhar para a jarra partida e lembrar-me do episódio me iria sempre fazer lembrar dela. E faz. Mas não é pela jarra que me lembro dela. É porque é a minha mãe.

Este ano peguei nela e vi que se estava literalmente a desfazer e por isso decidi que tinha de ir para o lixo. Decidi. Estava decidido. Mas não foi.
Está agora na garagem.

Comecei a ler o blog da Rita, o 'the busy woman and stripy cat' no sentido de ir lendo alguns posts sobre o destralhamento, devagar, de forma a inspirar-me e organizar-me no meu processo.

Até que hoje leio este post e este texto:

"Em relação a coisas com forte carga emocional, este texto do Joshua Fields Millburn diz tudo. A sério, se estão à vontade com o inglês, leiam o texto.
Resumidamente, a mãe do Joshua morreu e ele ficou encarregue de vazar o seu apartamento. Alugou uma daquelas unidades de armazenamento e uma carrinha para guardar todos os pertences da mãe, caso um dia ele precisasse de alguma coisa ou precisasse de ter acesso às coisas por algum motivo.
No apartamento começou a arrumar as coisas da mãe em caixas. Até que olhou para debaixo da cama, atulhada com caixas de cartão seladas. Abriu uma das caixas e no seu interior estavam cadernos dos primeiros 5 anos de escola do Joshua. A mãe do Joshua tinha guardado todas essas coisas para se lembrar do seu filho e tê-lo mais perto de si. Mas era evidente que as caixas com as tais coisas que a fariam recordar o seu filho não eram abertas há muitos, muitos anos. Porque não é nas coisas que estão as recordações - é dentro de nós.
O Joshua apercebeu-se então que não precisava das coisas da mãe para se lembrar dela, tal como a mãe nunca precisou de abrir as caixas seladas para recordar o filho.
O Joshua cancelou a carrinha e a unidade de armazenamento e doou as coisas da mãe para poderem ser úteis a outras pessoas.

As lições que ele aprendeu:

- Não são as coisas que temos que definem quem somos.

- As nossas memórias não estão debaixo da cama. Estão dentro de nós, não nas nossas coisas.

- Um coisa que tem apenas valor sentimental para mim poder ser útil para outra pessoa.


- O apego às coisas tem uma forte carga mental e emocional. O desapego, por outro lado, é libertador."

Para mim não é difícil arrumar as coisas do dia-a-dia, limpei a casa de banho de coisas que não estavam lá a fazer nada em menos de meia hora.
O que é difícil para mim, são as coisas que eram dos outros, da minha infância, do meu passado que já não existe e que acho que se me agarrar a certas coisas ele pode voltar na minha cabeça e se não tiver essas coisas fico sem nada, sem memórias, sem passado.

Eu sei que não é verdade. Este post ajuda-me a colocar as ideias em ordem. Escrever aqui para vocês é como escrever para mim própria. As coisas ganham outra lógica e verdade quando escritas.

Hoje faz sete anos que a minha mãe morreu. Não abro a arca com as coisas dela desde então, não visito cemitérios, não rezo nem acendo velas.
Lembro-me dela todos os dias e não preciso de olhar para nenhum objecto.

a nova estação @ la redoute

15.8.14

Quando voltei de férias tinha o press kit da La Redoute à minha espera. Não fosse eu estar numa situação desconfortável, ou teria sido um momento de boa expectativa para mim.
Continuo a sentir entusiasmo com as novas estações, principalmente quando os saldos já deram o que tinham a dar e o Verão já ficou bem aquém das minhas expectativas.
Na altura folheei os lookbooks e gostei do que vi.

Agora, ao escrever o meu post com as minhas escolhas para o Magazine de Tendências, fiquei com vontade que Agosto já estivesse no fim, que eu já tivesse feito grandes limpezas nos armários cá de casa, que fosse altura de regressar às aulas, ao trabalho, aos casacos e às mantas.

Ainda não é bem o momento, mas eu sei que vocês também gostam de espreitar estas coisas.
Por isso ficam aqui algumas imagens que captaram a minha atenção, para verem mais, basta visitar o catálogo da La Redoute.






*sou blogger residente do Magazine de Tendências da La Redoute, colaborando desta forma com a marca, mas os posts no meu blog são da minha inteira responsabilidade e vontade.

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