a arte de não saber (quase) nada

23.7.15

Este ano a tecnologia trocou-me mesmo as voltas. Não ter televisão e quase nenhuma internet eu já estava habituada, mas ficar sem o portátil, na mesma altura em que não tenho televisão nem internet, por essa eu não esperava!

Confesso que nos primeiros dias fiquei um pouco desesperada, porque apesar de deixar tudo preparado para poder ter uns bons dias de férias, há sempre tanto e-mail e coisas para ir adiantando que não resisto a espreitar o trabalho de vez em quando.

O que mais me espanta é a facilidade com que se desliga, com que se deixa de ver o FB e seguir as notícias, com que não se consomem imagens nem palavras e como isso em poucos dias começa a ser normal. De repente parece que o mundo digital fica esquecido algures lá no canto do cérebro.

Há tempo para outras coisas e outras pessoas.
Ainda bem.

Entretanto, continuo com o cabo ligado em momentos intermitentes de internet lá para os lados do instagram: https://instagram.com/asilviasilva/ e vou guardando as fotos e as histórias para partilhar por aqui em breve!

a pdi

12.7.15

Até aos trinta e poucos anos a idade nunca me incomodou. Na verdade não via assim tantas mudanças ao ponto de perder muito tempo a pensar nisso. Achava até algo estranho as mulheres que estavam sempre a falar nisso, 'a idade isto, a idade aquilo, nada é como era, blá, blá, blá'.
De há uns três anos para cá (vou nos 37 para quem não sabe) comecei a perceber algumas coisas.
Os olhos, as rugas de expressão, as manchas na pele, agora alguns cabelos brancos a aparecer de lado, e também uma sensação de que quando tenho alguma dor, algo se passa. Dantes se tinha alguma dor, 'ia passar' agora 'algo se deve estar a passar'.
Sei que as coisas estão diferentes quando vou às compras, olho para uma coisa e independentemente dela me servir ou não, penso que é roupa de miúdas e não quero. Já não quero.
Quero algo meu, que tenha o meu carácter, mas que me assuma como mulher, não tem nada a ver com ser clássica, que não sou nem nunca vou ser, tem a ver com uma forma de estar.

Olho em volta e vejo muito cabelo pintado, muitas pestanas artificiais, partes de corpo falsas, maquilhagens excessivas, unhas falsas, cuecas push up...e penso o quão difícil deve ser ter de manter as aparências todos os dias. E penso que quero poder envelhecer sem ter de me matar para parecer mais nova. Me estafar num ginásio que odeio, passar horas no cabeleireiro, manter as pestanas e as mamas, os rabos e mais o que se lembrarem a seguir.

Não quero nada disso para mim, mas sei e sinto a dificuldade que aceitar as mudanças do tempo implica. Olhar para nós e gostar de ver a mudança que acontece agora todos os anos não é fácil.
É altura de mudar, de assumir e amar aquilo que somos em todas as fases da vida.
Se calhar se todas o fizéssemos naturalmente seria tudo tão mais fácil.
Mas esta é uma postura individual, que começa em cada uma de nós, e não, não tem nada a ver com desleixo ou não gostar de coisas bonitas. Eu gosto e quem segue este blog ou me conhece sabe bem disso.
É gostar de ser e não de parecer.



chama-me que eu vou

11.7.15
Goste-se muito ou pouca da música do David Fonseca o artista visual que ao longo de anos se tem revelado é incontornável.
Aqui, com um vídeo em formato instagram, cheio de ritmo, cor e boa disposição, à boa maneira do IG.
E haveria melhor altura para uma música 'chama-me que eu vou?'

#eugostodisto

de miúdos para graúdos

29.6.15
No que diz respeito a moda infantil, apesar de todo o aumento que a oferta tem tido nos últimos tempos, compro essencialmente por necessidade. Quando o faço, tento fazer sempre as melhores escolhas, como é claro, mas com duas filhas sempre a crescer, o ritmo das necessidades é geralmente mais alto do que o da vaidade.
Elas são duas miúdas para lá de giras e qualquer coisa lhes fica bem. Tento controlar os rosinhas e a bonecada, que elas como todas as miúdas gostam, mantendo alguma simplicidade nas escolhas.

Mas há por aí tanta marca nova de perder a cabeça! Neste momento há ofertas para todos os estilos e todos os tipos de pais. Sim, porque a moda infantil tem muito mais a ver com os pais do que com as crianças. Até um certo ponto, não pensem que vão vestir as vossas crias à vossa imagem e vontade para sempre.
Não gosto de ver as crianças como acessórios dos pais, compreendo que todos queiramos reflectir neles o nosso estilo e opções, mas há um espaço que é deles e devemos respeitar, especialmente no que diz respeito ao conforto.

Isto tudo para vos mostrar esta revista online - Enfants Terrible - e o seu instagram. Coisas lindas para miúdos que conquistam os graúdos:)


entretanto ali pela tribo

16.6.15

Andei a mandar umas postas de pescada sobre a comunicação nas redes sociais.
Querem ver? É por aqui 'filhinhas'!

the design files films

13.6.15

Jess Wootten and Krystina Menegazzo from The Design Files on Vimeo.

Foi por sugestão do Design Sponge que no outro dia à noite já muito tarde me sentei e vi alguns dos design files films, no início pensei 'mais uns filmes sobre casas incríveis e vidas glamorosas'.
Mas quando observei melhor vi que não, os Melbourne Mornings mostram profissões de pessoas e a forma como começam o dia. Mostram as pessoas nos seus mais rotineiros passos diários. O trabalho como local de paixão, mas também de esforço, sacrifício e dedicação. As Australian Homes falam sobre casas sim, mas mostram muito do que é a vida em espaços diferentes e como os seus donos se apaixonam e vivem os locais onde habitam. Mostram as casas vivas, com pessoas lá dentro, em movimento sem se focarem nas questões da decoração.
Os filmes, como não poderia deixar de ser, estão muito, mas mesmo muito bem feitos.
Vale a pena ver.

 
Melbourne Mornings | Raph Rashid of Beatbox Kitchen from The Design Files on Vimeo.

Melbourne Mornings | Cecilia Fox from The Design Files on Vimeo.

Gracinha Viterbo head couture

10.6.15
Adoro turbantes e lenços na cabeça, mas isso vocês já sabiam, não já? Em tempos cheguei a criar um loja flash com alguns turbantes, o 'choose your own head' (e ando cheia de vontade de voltar a ter uma loja com coisas minhas, não estas, outras).

Foi então com expectativa que comecei a seguir o instagram da gracinhaviterbo_head_couture há uns meses atrás. Apenas conhecia o nome Viterbo da decoração e confesso que não me identificava em nada com o registo pelo que nunca prestei atenção. Mas quando vi as primeiras imagens dos turbantes neste instagram pensei 'ora cá está algo com personalidade'. São peças com identidade, arrojadas, grandes, com cor, com detalhes, com aplicações. Não são peças que passem despercebidas nem que se possam usar de forma discreta e eu gosto disso. Muito. É preciso uma boa dose de personalidade para escolher um destes turbante e é preciso uma dose ainda maior de estilo para os saber vestir.

Estão disponíveis apenas em vendas privadas e parece-me que fora do alcance da minha bolsa, mas de qualquer forma gosto muito de ver e apreciar as peças no instagram e o estilo pessoal da Gracinha Viterbo que é de se lhe tirar o chapéu, ou deveria dizer turbante?


Caudalie I love you

5.6.15
Desde que vi este vídeo da Caudalie que me ri de mim própria.
Eu sou esta mulher.
Manchas na cara. Não quero saber? Quero pois, que me incomodam profundamente. E ultimamente não sei bem porquê chateiam-me ainda mais. Agora com a chegada do calor, notam-se mais e geralmente recebo aqueles comentários do tipo 'o que tens aí na cara?'.
Por isso baba de caracol, cebolas na cara, cenas de flores, se resultassem eu usava. Tudo de uma vez se fosse preciso. Não resultam. Aliás quase nada resulta para eliminar as manchas que estão instaladas.

As minhas manchas não são pontuais, são zonas grandes, na testa, nas maças do rosto, mais semelhante ao pano da gravidez penso eu. No Inverno disfarçam-se bem, no Verão não há forma.




Mas a verdade é que nos últimos meses fiquei fã dos produtos caudalie, estou a usar a linha das manchas e adoro, é dos poucos séruns de manchas que não me causou reacções secundárias, já fiquei com a pele queimada, com vermelhidões em vez de manchas, enfim, a emenda é tantas vezes pior do que o soneto para quem tem este problema. Mas com estes produtos a minha pele fica sempre com bom aspecto e sem qualquer tipo de reacção.
Agora comprei o creme corrector e pelo meio ainda me vou tentando com óleos e outras coisas.
Se há coisa que me deixa feliz é um bom creme, é tratar do meu corpo e cara com produtos agradáveis e com bom cheiro, não uso perfume, não compro jóias, não tenho vernizes, mas sou bem capaz de gastar um pouco mais em cremes e ajudas de beleza que me façam sentir melhor na minha pele.

E não, este não é um post patrocinado pela Caudalie, antes fosse, que não tinha qualquer problema em vos dizer:D
Gosto de partilhar com os outros as coisas que descubro serem boas para mim, e sei bem que quem tem manchas na cara aprecia profundamente este tipo de opiniões pessoais.
Por isso, raparigas de cara malhada vão lá pedir uma amostra na farmácia que garanto que não se vão arrepender.





#diasdefeira

29.5.15
On the Spotlight worrying about double chin! Foto de @jonisilva #reflected_stories #diasdefeira Uma das principais razões pelas quais desejei ter um smartphone (o que foi há relativamente pouco tempo) não foi o facto de ter todas as possibilidades de ligações e aplicações, mas principalmente para poder brincar com ele. Mais especificamente brincar ao Instagram.
Para mim tirar fotos na rua sempre foi uma diversão e o telemóvel é o brinquedo perfeito para isso. Desejo ter o último iphone apenas pelo facto de que faz melhores fotos, pronto, está assumido, tudo o resto me passa quase ao lado.

Mas todos sabemos que brincar sozinho não é o mesmo que brincar com amigos. E por isso foi com um sorriso aberto que aceitei o convite do Jóni, para 'irmos fazer umas fotos na rua'.
O Jóni é designer e tem um sentido estético muito apurado e as fotos dele são sempre muito boas.
Eu não sei classificar o meu sentido estético, mas aponto mais para o caótico e colorido e muito pouco pensado. As minhas fotografias são verdadeiros instantâneos em que não dedico muito tempo a olhar para a imagem, nem a acertar linhas, ou mesmo a editar.

Por isso para mim acompanhar o Jóni durante algumas horas pela rua e fazer experiências com um espelho foi muito bom. Olhar para as coisas e pensar o que poderíamos fazer naquele espaço. Afastar-me mais dos objectos e perceber os efeitos que posso obter.

Há muito tempo que sigo e admiro contas de Instagram com fotografias muito originais e divertidas como o Kitato, a Rita, a Sónia, a Carolina, a Patrícia e tantos, tantos outros, e sorrio sempre que vejo algo inusitado, as interacção fora da caixa, as perspectiva diferentes e cuidadas que tantas vezes passam ao lado de um olhar menos atento. Acho super divertido o que este pequeno quadrado de imagem nos leva a ver e fotografar.

O local escolhido foi Santa Maria da Feira, onde o Jóni vive e onde eu já passei muitas e boas horas da minha vida. Uma cidade linda, cheia de locais mágicos com cores e formas.
Usamos a #diasdefeira como uma brincadeira entre um sinal de trânsito e o facto de fazermos isto em apenas alguns dias, na Feira.

Vamos repetir. Para já convido-vos a ver algumas das nossas fotos na minha conta de instagram @asilviasilva e do Jóni @jonisilva.

E se nunca experimentaram sair apenas com o intuito de fotografar, usar objectos deslocados do seu ambiente, fazer isso com outras pessoas que gostam de fotografar, experimentem. Deixem a vergonha em casa e divirtam-se, sem barreiras mentais típicas de adulto que se preocupa com as 'pessoas que olham':D

Quando a rua e um telemóvel são um parque de diversões. • #diasdefeira #reflected_stories




música para aquecer a alma

15.5.15
Querido blog,

Continuo a gostar de ti, ando afastada mas volto sempre. O trabalho tem sido muito, bem sabes, a vida do dia-a-dia exige concentração e foco, coisas a serem resolvidas.
Vem aí o sol e já só penso na Maura.
Mas o que fala mais alto hoje é a vontade de relaxar e pensar em coisas boas. E é o que vai acontecer hoje, em Ovar, com estes meninos a animar a minha alma.
Com amigos por perto, não conheço melhor programa!
Divirtam-se pessoas.

[Tribeland]: free minds come together

7.5.15

Não costumo trazer muitas vezes para aqui o trabalho que faço no Muda de Página, porque aqui eu sou uma blogger que falo de coisas, triviais ou não, que me apetece e só quando me apetece. Nunca quis que este espaço fosse exemplo do que quer que seja para ninguém, porque eu com certeza não o sou e este é, acima de tudo um espaço pessoal.
Manter a minha identidade e diversão nos posts que aqui faço, implica para mim, não seguir grandes regras ou políticas, nem ter de pensar ou planear demasiado para manter um blog.

Mas sinto e sei que poderia haver muita coisa a dizer e acrescentar e que a minha contribuição poderia ser interessante para algumas pessoas.

É por isso com muito gosto, que vos comunico que vou estar numa outra plataforma, a falar de coisas um pouco diferentes das que trago aqui, e com uma companhia que admiro muito.
O blog chama-se Tribe Land, é da Filipa Simões e o grupo de pessoas que vai contribuir com textos, imagens e posts, parece-me muito interessante:

Tenho a certeza que neste espaço vão surgir temas e debates muito interessantes que podem agradar a muitos dos meus leitores e por isso ficam aqui os links para seguirem a Tribo lá na sua terra:
blog
facebook

Blog com design da Lance Collective e do Muda de página.

quando o assunto é sério

6.5.15
Quando alguém que conhecemos tem uma doença, daquelas bem sérias, é normal não fazermos a menor ideia do que dizer.
Há pouco a dizer de facto, talvez algumas coisas a fazer, mas todas elas difíceis de levar a cabo, porque quando alguém que não somos nós está doente, nós temos tendência a reflectir o que essa dor faz em nós, não é sobre nós, mas acaba por ficar a ser, porque temos todos grandes umbigos.

Mas o mais incrível é o que algumas pessoas acabam por dizer. Coisas que não lembram a ninguém, e que naquele momento quando as ouvimos apenas conseguimos fazer aquela expressão de WTF.
Sabemos que as pessoas não fazem por mal, que a intenção é boa, mas há momentos em que apenas apetece espancar alguém.
Por outro lado o silêncio é ausente, se forem pessoas afastadas, tudo bem, vivemos bem sem elas, mas as que são próximas, se fugirem quando um drama acontece nas nossas vidas, é doloroso.

Vi estes cartões hoje no Bored Panda e reúnem algumas das frases que para mim (que já acompanhei durante bastante tempo uma doença terminal na família) fazem sentido. Frases verdadeiras, directas e com algum humor qb.

Estes cartões foram criados por Emily McDowell, uma artista que sobreviveu a um cancro e que diz:
“I created these empathy cards for serious illness because we need some better, more authentic ways to communicate about sickness and suffering”
“The most difficult part of my illness wasn’t losing my hair, or being erroneously called ‘sir’ by Starbucks baristas, or sickness from chemo,” McDowell writes on her blog. “It was the loneliness and isolation I felt when many of my close friends and family members disappeared because they didn’t know what to say, or said the absolute wrong thing without realizing it.” Hopefully, these warm, funny and beautiful cards will help you avoid that same mistake!


uma catálogo para folhear com muita atenção

5.5.15

Há coisas que devem ser partilhadas e faladas e combatidas até à exaustão, esta é uma delas!

"A APAV lança hoje uma campanha de sensibilização contra a violência doméstica. A campanha de alerta, desenvolvida pela agência FCB Lisboa, vai chegar por correio a alguns lares portugueses em forma de catálogo.
O catálogo chama-se “Home” e parece, à primeira vista, um álbum de móveis para venda. Mas na verdade este é um catálogo para folhear de olhos bem abertos, para acordar consciências. O catálogo inclui histórias verdadeiras, traduzidas em estatísticas da violência praticada em ambiente doméstico no nosso país em 2014. A violência doméstica é um problema transversal: afecta sobretudo mulheres, mas também homens, crianças, pessoas idosas. O foco da campanha nos espaços comuns do interior de uma casa de família e em objectos do quotidiano chama a atenção para a proximidade do problema. “Os números neste catálogo precisam de diminuir até 2016”. Eis uma meta clara, em tom de imperativo, como resposta aos dados alarmantes de 2014. No ano passado 48 pessoas morreram no âmbito da violência doméstica no nosso país, entre as quais 43 mulheres.

O catálogo está disponível online - em www.apav.pt/catalogohome2015 - e pode e deve ser partilhado, para lembrar que a violência doméstica pode estar muito próxima.
A APAV, através da sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da Linha de Apoio à Vítima (116 006), apoia todas as pessoas que sejam vítimas de crime, prestando apoio jurídico, psicológico, emocional e social.

www.apav.pt/catalogohome2015

ela

3.5.15

Para mim o dia será sempre dela.
Do seu sorriso, da sua força, do seu cheiro.
Tivemos dias difíceis, mas muitos mais dias bons, estar ao lado dela foi sempre tudo o que era necessário, nunca faltou nada, mesmo faltando.
Linda como só ela.
Saudades.

I could live here

19.4.15
Quem lê o meu blog sabe que tenho uma coisa por casas. Não tanto pela decoração, mas mais pelo viver, pela luz e pelos materiais.
Esta casa deixou-me sem palavras.
Posso dizer perfeita, esta casa é mesmo perfeita.
Uma recuperação inigualável, no coração do Porto, a luz, os materiais e a simplicidade com que todas as divisões foram recuperadas mantendo a essência original da casa.
A cozinha. Ai, a cozinha.


(todas as fotografias são da Homelovers Porto e esta casa está lá para alugar, a quem estiver interessado!)

A Velhinha que fuma

18.4.15
A 'velhinha que fuma' é uma web série de 4 episódios, realizada no Porto que segue "um dia de ressaca de dois amigos de longa data,­ Ivo e Mauro. Entre conversas nostálgicas e desconversas construtivas sobre como fazer bons crepes e o anão de "Guerra dos Tronos", os dois amigos dissecam a fase da vida que atravessam.
Com realização de Francisco Lobo, a série é protagonizada por dois nomes habituais do teatro do Porto, Afonso Santos e António Parra (também argumentista da série) e conta com a participação especial de Paulo Calatré."
(texto daqui)

Uma web série que me manteve sempre atenta à espera do próximo episódio.
Com um bom sotaque do Porto retrata a amizade entre dois rapazes, de forma tão real, que parece que já os conheci em algum lado:)
Vale a pena ver os 4 episódios aqui.
Para já, fica aqui o primeiro:


yoga na granja

14.4.15



Não permitas que as tralhas da mente te disfarcem a visão que vê a beleza primária. 
(frase da Maria João, foto de Oleg Oprisco)

A minha cabeça anda sempre cheia de coisas, agendas, frases, ideias, imagens, alegrias, desilusões, aflições e atrapalhações.
Ela não pára, quando eu lhe digo para relativizar ela diz que sim, mas continua na sua, sempre a funcionar.
E eis que, há excepção da noite, em que durmo como se não houvesse mais mundo, tenho uma imensa dificuldade em relaxar, em sossegar a mente e as ideias.

Pois agora há um sítio e um método que conseguem fazer isso com a minha cabeça, chama-se Yoga na Granja, fica aqui bem perto de casa e do mar e tem a professora mais inspiradora e simpática que já conheci: a Maria João.

Nas poucas aulas que vou (e esse é o meu grande problema!) tudo pára. Entramos na porta daquela casa linda e mágica e o mundo pára para respirar.
É um espaço simples e acolhedor a todos, não interessa se és uma 'pro' do yoga, se tens 20 ou 60 anos, se estás lá para melhorar a boa forma, para respirar ou ouvir música, qualquer pessoa é bem-vinda e consegue com facilidade acompanhar as aulas da Maria João.


Tenho a certeza que para quem vive para estes lados este pode ser um sítio muito especial e por isso resolvi partilhar aqui, pois sei que desse lado há outras tantas cabeças inquietas, corpos adormecidos, a precisar de um momento para si.

E se há coisa que gosto de fazer neste espaço é partilhar com quem me lê experiências e opiniões e esta é uma das melhores coisas que decidi fazer nos últimos tempos.

Pedi autorização à Maria João para fazer o post e aproveitei e fiz-lhe algumas perguntas para ficarem a conhecer melhor o Yoga na Granja. Cá vai:

1 · Quando começaste a praticar yoga e porquê?

Pratiquei pela primeira vez há cerca de 8 anos, porque parecia que a palavra yoga me chamava. No meio da cidade caótica em publicidade havia uma mais insignificante que dizia yoga e na qual estranhamente me focava. Mas não gostei da primeira aula de Yoga, fiquei até com dores de cabeça. Em 2010 resolvi insistir só mais uma vez e nunca mais larguei!

2 · De que forma o yoga influencia a tua vida?

Acaba por estar presente em todas as minhas acções conscientes já que é ele que me ajuda a desenvolver a consciência no presente.
Assim, a cada instante, convivo comigo própria numa relação mais transparente, mais saudável, aproximando-me da minha natureza interna...e isso é Yoga!

3 · Que tipo de pessoas vem aprender no yoga na granja? O que achas que procuram nas tuas aulas? 

É engraçado que temos pessoas diferentes todas procurando um momento de pausa com paz, um encontro com a sua serenidade. Essa serenidade fica bastante imperceptível na agitação quotidiana, e faz falta a toda a gente.
Cada vez mais se propaga a consciência da necessidade da integração corpo / mente e esse fenómeno evolutivo traz gente sorridente e de todas as idades! É fantástico..


4 · Geralmente quem está de fora associa o yoga a pessoas muito saudáveis e...magras. O yoga é para todos? 

É, de facto há essa tendência.
Mas repara como os conceitos são perecíveis e culturais: a ideia de que o Yoga é para todos é uma interpretação ocidental porque na sua origem Indiana o yoga era apenas para os sadhus, homens que dedicavam a sua vida ao caminho espiritual isolando-se em grutas ou florestas. Sim apenas homens, não mulheres!
Hoje, existe a ideia que Yoga é para todos e se fores a uma aula de Yoga o mais provável é haverem mais mulheres que Homens.
Quero com isto dizer que, como tudo, esta sujeito a interpretações culturais e a magreza não tem a ver só com o Yoga mas com um estereotipo cultural de beleza que deve ser interpretado com alguma distância. Absolutamente, não é necessária nenhuma condição para praticar Yoga, seja ela física, ou de outra Natureza. Esta é minha sincera opinião.




5 · O que pode um iniciante como eu, que tem dificuldade em chegar com as mãos aos pés esperar das tuas aulas?

Não deverá esperar nada para ser sincera. O Yoga é um caminho de auto-conhecimento, que por si só traz equilíbrio e bem-estar mas todas as aspirações, objectivos ou ânsias que possam interferir com esse processo são um obstáculo ao mesmo.
Há coisas que não fazem sentido se o objectivo final estiver á frente da vivência. É como querer por o carro á frente do Boi, simplesmente não anda! O Picasso não pintava porque queria ser “um Picasso”, pintava porque provavelmente `sentia-se` a pintar, vivenciava o processo.
Do Yoga não esperes ter um corpo exemplar nem mesmo saúde, chegar com as mãos nos pés nem controlar a respiração ao ponto de a suste-la durante 1 minuto. Será uma prática de Yoga mais autêntica se o praticante decidir encarar as ânsias de conquistas com leveza e entregar-se ao momento de integração, usufruindo do corpo como ele é naquele momento, aceitando-o e estimando-o.
Então neste caso a vivência de um momento de encontro com o silencio interior é só o que se deve esperar do Yoga, nada mais.
Os resultados, as conquistas.. naturalmente virão alguns, outros não.


#bestyogapractice #yoganagranja #theroadtosomewhere

· Yoga na Granja ·

Facebook
E-mail: yoganagranja@gmail.com
EM BREVE: aulas de Yoga para Crianças!

[instagram favourites]: yasminemei

13.4.15

As flores são elementos universais de beleza e boas energias.
Quem não gosta de flores?
Mas saber juntá-las da melhor forma é uma arte que alguns dominam com mestria.
A Yasmine é uma delas.
Seguir o seu Instagram deixa-nos a todos mais bem-dispostos e floridos!
instagram.com/yasminemei

100 anos

7.4.15
Hoje faria 100 anos uma das minhas cantoras favoritas de todos os tempos, a Billie Holiday.

about time

6.4.15
Podia ser mais uma comédia romântica com sotaque britânico. Ou se calhar é mesmo.
Mas para mim, houve qualquer coisa que me fez gostar deste filme.
Não podia ser uma comédia romântica qualquer que recebe como banda sonora a Cat Power, o Nick Cave, os Cure, entre muitos outros.
Bem como não é um filme romântico qualquer que nos põe a pesar com tanta precisão a vida e a morte.
E se pudesses viajar no tempo para o passado e viver tudo de novo, mas de forma diferente?
O que mudavas?
Quem reavias?

about time



pegada colorida

28.3.15

Diz que o Pharell Williams andou por aí a pintar sapatos. E não poupou nas cores. Não será uma sapatilha para toda a gente, mas claramente uma sapatilha para cada um de nós.

A Rita e Sónia já andaram por aí a fazer das suas, e deixaram muito boa gente a babar por um passinho de dança em tons de arco-íris. Eu incluída!

[e não, este blog não se passou a dedicar a posts esporádicos sobre sapatos, mas claramente anda a precisar de um pouco de sol e cor nos seus dias].

Um vídeo publicado por Sónia Sapinho (@soniasapinho) a

flower power

22.3.15



Sei que há por aí uma legião de fãs das Vans. Eu nunca fui uma delas, e sempre gostei mais de as ver nos homens.
Mas o padrões e cores com que elas se apresentam não me deixam indiferente. Estas das flores andam a tentar-me para dar o pontapé de saída à Primavera.
Giras, não?

Corte da lua

20.3.15
Uma foto publicada por Coração Alecrim (@coracao.alecrim) a

Desde o Verão que o meu cabelo entrou em declínio.
Depois da trombose e quando comecei a tomar a medicação o cabelo começou a cair aos magotes pelo ralo da banheira abaixo. A determinada altura numa fotografia reparei que se via o topo do couro cabeludo em cima. A coisa estava mesmo feia. Já não tinha cabelo comprido, mas sim uns fios pendurados que eu insistentemente mantinha presos no topo da cabeça.
Cortei. Mas não foi solução. Não estava satisfeita com o corte, mas acima de tudo com o aspecto do cabelo que estava cada dia pior. Pouco e muito fino, sem brilho, começou a ganhar oleosidade, coisa que eu nunca tive e a única ideia que me passava pela cabeça era rapar tudo.

Até que no outro dia vi no FB do Coração Alecrim o Corte da Lua, feito lá pela Branca Savedra. Não fazia a menor ideia do que aquilo era, mas tentar não custa e sinceramente já não havia muito a perder.
Contactei a Branca e fiquei a perceber um pouco mais sobre o método. Percebi que respeitava o ciclo da Lua e que em cada uma das fases haveria um objectivo de saúde capilar.



Depois o próprio método que a Branca usa, com cortes muito pequenos e sempre perpendiculares à raiz do cabelo, em que todo o cabelo é meticulosamente cortado, não tem como objectivo nenhum tipo de styling mas sim encontrar e respeitar a forma original do cabelo deixando-o crescer na forma que lhe é mais natural.
Fiz há 2 dias atrás, não sei se vou ou não obter resultados (há depois outros cortes a fazer noutras fases), mas o que é certo é que a função placebo já está a funcionar porque já o vejo mais bonito. Deixei de usar produtos de styling e o shampoo que uso neste momento é de plantas, sendo que pretendo espaçar as lavagens que neste momento são excessivas.
Se há um cabelo natural bonito porque havemos de estar sempre a tentar fazer dele aquilo que ele não é?
Se estiverem interessados em saber mais sobre o método, contactem a Branca através do mail: branca.saaba@gmail.com


Achados de Domingo

15.3.15
#achadosdedomingo Voltou o sol e com ele a vontade de passear entre vendedores de velharias ao Domingo.
E hoje havia coisas tão bonitas. Entre panos e toalhas e umas chávenas e pratos que já me arrependi de ter deixado para trás.
Mas onde vou colocar tanta coisa? Não pode ser...
Mas a estes não resisti.
As cadeiras dos senhores que vendem nestas feiras deixam-me tão intrigada. Estes padrões! Alguém sabe se ainda se arranjam?

Agora sim, sem filtro:) #achadosdedomingo#achadosdedomingo#cadeirasdefloresportuguesas onde andam vocês que só vos vejo nas bancas das feiras de velharias?#cadeirasdefloresportuguesas #velharias #vintage#cadeirasdefloresportuguesas #vintage #velharias

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