keep on pushin'

18.12.14
No skate como na vida, não vale a pena estar à espera de descidas é preciso estar sempre a puxar...para a frente!
Com energia, foco e boa música e o mundo lá vai girando e avançando.

crochet: o mais que perfeito

16.12.14



Já foi há 3 anos que falei aqui neste blog na Helen Rodel.
No outro dia, ao trabalhar no blog de uma cliente vejo um post que ligava ao meu blog e a este tema e revi todo o trabalho da Helen e a forma como estas peças, os vídeos e as imagens me inspiraram na altura.
E hoje voltei a ficar impressionada e até emocionada com estas peças, os vídeos, as palavras e a música.
A criatividade é um campo vasto e ao mesmo tempo tão reduzido, onde parece que apenas algumas pessoas conseguem entrar. Muitos tentam, mas ser de facto criativo é um dom muito raro.
Vejam o site e deliciem-se com as colecções e os vídeos.
E pelos vistos também faz vestidos de casamento, que devem ser um sonho!



Helen Rödel - Documentário Estudos MMXI (english subtitles) from Helen Rödel on Vimeo.

porto 'não me toques'

14.12.14
fast food à moda do porto Já todos sabemos que o Porto anda a renascer das cinzas com o turismo e a 'movida' nocturna.
Já todos concordamos que a iniciativa privada é que está a salvar a cidade de se tornar uma ruína geral e que são os restaurantes e cafés e hotéis que estão a recuperar os prédios e as lojas e a trazer mais pessoas para o centro da cidade.

Mas nos últimos meses experimentei alguns dos restaurantes novos do Porto.
A conclusão a que tenho chegado é a seguinte:
Decorações muito cuidadas, cosmopolitas, que misturam o velho e o novo, que usam as belas fachadas dos edifícios da melhor maneira.
Preços elevados.
Comida fraca face ao expectável pelo preço.
Mas acima de tudo (e salvo raras excepções é preciso ressalvar) uma incrível antipatia por parte de quem serve às mesas. Geralmente gente muito nova, com bom aspecto, mas que são incapazes de trocar duas palavras simpáticas com o cliente. Aconselhar algo da carta ou um bom vinho. Estabelecer um elo de ligação com o cliente que o vai querer fazer voltar.
Há todo um novo snobismo associado a estes novos locais que me deixa profundamente irritada.

E aquilo que mais é referido por quem visita o Porto, a genuidade das pessoas, vai-se perdendo em carinhas larocas fashion com pouca simpatia e conhecimento do ramo.
E ficam as saudades dos empregados de camisa branca que nos tratam por menina, perguntam sempre se estamos a gostar, sorriem e dizem algumas graças tipicamente tripeiras, de forma descontraída, sem 'não me toques', com uma simpatia genuína.
Eu não me importo de pagar mais um bocado para comer num bom restaurante, mas quando o faço espero que a comida seja espectacular, a bebida igualmente e a simpatia e disponibilidade de quem nos atende seja a melhor para que o momento se repita mais vezes. Quando estas variáveis não se juntam, não me têm de volta, isso é certo.

E no Porto está a ser cada vez mais raro encontrar esta variante mágica: a simpatia.
Temos pena.

[this is all about style]: dioespirro

13.12.14
Tânia Dioespirro do blog Dioespirro.
Um blog carregado de estilo, não apenas da sua autora, mas também das suas sugestões de moda, decoração e design.
Vale a pena espreitar o blog, facebook ou instagram.

Bom fim-de-semana!

(todas as fotografias deste post são propriedade do blog Dioespirro)

memory loves me

10.12.14

Esta foto da nossa casa do Algarve, que o Jóni tirou e partilhou no seu instagram, hoje deixou-me nostálgica.
Os tempos em que fomos para lá aconteceram sempre azares, como se uma nuvem negra pairasse sobre a minha cabeça, depois andar muito tempo de carro ou avião ficou proibido.
Nunca mais pensei na Maura, mas agora deu-me aquela saudade.

Estas cortinas são assim a coisa mais bonita de sempre, ou não são?

Obrigada Jóni.

do tempo perdido

9.12.14
#favouriteplace No outro dia li a Mariana a pensar o mesmo que eu: sobre o tempo perdido com o computador, as redes sociais, a web no geral.

Cada vez mais vejo bloggers de quem gostava a parar. Alguns a abandonar os blogs, outros a reduzir a comunicação. Pessoas a deixar o FB. Muita gente a ir para o instagram e a deixar o resto.

Para quem trabalha na web como eu, que vive e tem trabalho graças a estas linhas que nos ligam, é um pouco hipócrita dizer que não quero navegar na web. Sim é, eu sei.
Mas dou por mim a bufar ao mesmo tempo que faço scroll: natal, wishlists, giveaways, moda, beleza, notícias não tão importantes, fotografias bonitas, casas bonitas, eventos, festas, sítios, lojas, workshops, toda a gente tem algo a divulgar, toda a gente tem algo para vender.
Eu também.
Mas quando vou a dizer algo sinto o meu cérebro em 'pause'. E hesito.
No outro dia falava com uma amiga sobre as estatísticas deste blog: os posts com mais de 3 parágrafos de texto são os menos lidos. Os posts com fotos minhas são os mais lidos.

Depois observo alguns fenómenos nas redes sociais, um conjunto de pessoas com muitos seguidores que se limitam a debitar info e fotos, não interagem com ninguém a não ser nos seus próprios posts, fazem um discurso unilateral. Trabalham a sua marca pessoal e pronto.
Não critico, por vezes até acho inteligente. E se calhar menos cansativo. Mas ainda assim algo egoísta.

Se desligar o Facebook e me mantiver apenas pelos blogs, o tempo de leitura é menor. Leio o que me interessa em meia hora e está feito. O instagram uso mais quando estou na rua. O que me consome efectivamente tempo é o scroll cego do facebook. Aquele em que estamos ali a puxar a página para baixo e a pensar 'o que é isto'? Mas ainda assim a fazer scroll. E passado mais algum tempo lá volto ao scroll. É como ver telenovelas. Ninguém gosta, mas toda a gente vê.

Isto é um desabafo. Porque neste novo ano vou ter de organizar melhor a minha comunicação. Divulgar o que é preciso, ver uma vez o feed e sair. Desligar o Facebook. Ficar-me aqui pelos blogs e pelo instagram. Tenho a certeza que vou ganhar muito tempo com isso. Tempo de trabalho e tempo pessoal. Tempo para deixar alguns comentários aqui e ali e espaço para me surpreender com o conteúdo dos outros.
Reduzir o número de imagens e informação que me passa pelos olhos. Fazer o meu trabalho mais concentrada. Sentir que os dias rendem mais. Desligar ao final do dia.

E pronto, gostava de ouvir a vossa opinião sobre isso, como fazem a vossa gestão do feed do FB, como comunicam com os outros, que tipo de comunicação é que gostam de ver e ler? O que vos interessa efectivamente nas redes sociais?





à procura do par perfeito

5.12.14

Lembram-se do meu post do mês passado, a falar da minha raiva para com as calças de ganga? O lacunas femininas?
Pois é.
Pelos vistos não foram só vocês que o leram ou comentaram, também existem pessoas, profissionais da área, atentas a tudo o que se diz por aí sobre o produto em que trabalham.
Qual não foi o meu espanto quando recebo no meu inbox um e-mail do marketing da Salsa Jeans a dizer que tinham lido o meu post e que gostariam de me mostrar como são feitos uns jeans e ajudar-me a encontrar o meu par perfeito.
Podem pensar que me enviaram um par de calças, me convidaram para uma abertura de loja com balões e fotografias, que me ofereceram algo em troca de um link num post qualquer a falar deles.
Mas não. Não foi nada disso que aconteceu.
Convidaram-me a visitar a fábrica deles, conhecer todo o processo de produção das calças de ganga, perceber o espírito que move uma empresa portuguesa que está um pouco por todo o mundo, com milhares de pessoas a trabalhar com eles.
Quiseram mostrar-me que a Salsa Jeans não eram só lojas e modelos de calças, que eram pessoas, designers, investigadores, tecnologia de ponta, que trabalham de forma apaixonada para encontrar o 'próximo par de jeans' aquele que vai ficar bem aquela pessoa em particular, a mim, a uma miúda de 15 anos ou a uma senhora de 80.
Quem me conhece sabe que gosto de fábricas, que mais do que os conceitos ou o design, gosto de ver as coisas a acontecer. E foi o que eu vi hoje, as coisas a acontecer num par de jeans.



Fui muito bem recebida pela Inês, que me convidou, pelo Joaquim que me mostrou a fábrica e pela Cristina que me acompanhou na tarefa de procurar o 'meu' par de jeans. Eu já tenho ideias muito fixas do que gosto e não gosto numas calças de ganga, por isso, à partida foram excluídos vários modelos skinny, elásticos, de cintura subida, com muita lavagem ou excesso de rasgados. Assim se fez uma primeira triagem nas dezenas de modelos diferentes que a Salsa apresenta e ficamos reduzidas a meia dúzia. A Inês, que se identificava comigo na parte de gostar que as calças assentem bem atrás e que possamos fazer toda a ginástica que quisermos com elas, sem ficarmos com as cuecas de fora, disse-me logo para experimentar umas straight bliss, calças de perna a direito que se adaptam às curvas naturais da anca e cintura feminina. E apesar de ter experimentado mais umas 3, foram mesmo essas que ficaram. Não me apertam, são moles e confortáveis, bem adaptadas à minha cintura e anca. O modelo certo para mim.
A Salsa teve a gentileza de me oferecer o par que eu escolhi e eu fiquei contente por me voltar a sentir bem num par de jeans. Por mais que goste de vestidos e saias, a rapidez com que se veste uns jeans com qualquer coisa é imbatível.
Quero ver se arranjo uma amiga para me fazer umas fotos com as calças para mostrar aqui no blog. As calças merecem umas boas fotos e não uma selfie mal amanhada:)

Quanto à Salsa a surpresa não poderia ter sido mais positiva. Pela empresa, pelas pessoas, pelo espírito que a move, pela diversidade e inovação no produto que os representa.
Eu, que nunca entrava na Salsa, porque não me identificava com a imagem das suas lojas, a partir de hoje vou começar a dar-lhe uma oportunidade sempre que o assunto sejam jeans, porque quem sabe, sabe.

E à equipa de marketing da Salsa fica aqui a minha admiração e respeito, porque isto sim, é marketing, do bom!

(Este post é da minha inteira vontade e responsabilidade, apesar de me terem convidado para a sua fábrica e me oferecido o 'meu' par de jeans, a Salsa não me pediu para fazer nenhum tipo de post sobre eles ou sobre a experiência que me proporcionaram. Faço-o porque acho o trabalho deles excelente e merece toda a minha divulgação.)






silence is sexy

2.12.14
#nothingtodobutwait Já aqui não venho há uns bons dias.
Não há nenhum motivo para tal e ao mesmo tempo há todos.
Confesso que não me apetece dizer nada, nem vender nada, nem partilhar nada.
Sempre que acabo o trabalho que tem de ser feito, desligo.
Há um ruído excessivo pela web que me cansa.
O silêncio também é uma opção.

Mas volto.
Até já.


better than the web thing

20.11.14
#betterthanthewebthing daqui a pouco no blog silviasilva.com Foi no início deste mês que fui ao Porto almoçar à Cantina 32 com uma companhia muito especial: a Ana do Tapas na Língua e a Daniela do Boop.
Nós não somos amigas de longa data, nem nos cruzamos no dia-a-dia, aliás só conheci pessoalmente a Daniela há bem pouco tempo e a Ana, que é quase vizinha, conheci pois foi um dos primeiros blogs que desenhei (com muito orgulho).
E o que nos liga? Esses mesmos blogs.
O que nos fez marcar um almoço e passar horas à conversa, foi apenas o simples facto de sermos leitoras dos blogs umas das outras, sabendo de alguma forma, que a pessoa por trás das fotos e das palavras tem algo com que cada uma de nós se identifica.
E falhou? Nem um bocado. A sensação de estar com elas numa mesa à conversa com um bom copo de vinho é a mesma que se tem com amigos de longa data. A conversa é fluída, o à vontade natural e o riso normal. Não há momentos de estranheza, porque ali, os temas de conversa são normais. Podem achar que falamos dos blogs e daquilo que fazemos com eles, mas nem é verdade, claro que vem sempre à conversa, mas fala-se essencialmente da vida.
É fácil para mim perceber porque gosto de estar com a Ana e a Daniela, e a razão anda muito próxima do registo do blog de cada uma. Um registo pessoal, despretensioso, genuíno. E as pessoas que o escrevem são também um pouco o que as suas páginas transmitem.
É bom deixar os ecrãs por uns momentos e saltar para uma mesa de restaurante com as pessoas que gostamos de seguir, porque o óbvio confirma-se quase sempre: a versão 'carne e osso' supera e muito a virtual!
Obrigada à Ana e à Daniela por me proporcionarem estes bons momentos, espero que a repetir muito em breve!

(foto do Porto Fashion Makers e a última da autoria da Ana Morais, onde estou eu e a Daniela a aproveitar o sol de Outono na Rua das Flores).

pelo bom caminho

16.11.14
#bestyogapractice #yoganagranja #theroadtosomewhere Estou a adorar as minhas aulas de yoga. O local, só por si deixa-me sempre bem disposta e as aulas têm me feito muito bem. Esta é uma rua lá perto, adorava mostrar-vos o sítio, mas seria invasivo demais para as restantes pessoas, é um dos espaços mais bonitos onde estive nos últimos tempos.

Por aqui as coisas começam a ganhar cada vez mais forma, as pessoas boas que têm cruzado o meu caminho são cada vez mais e vou esquecendo outros episódios menos felizes que me desgastaram no passado. Há agora novamente espaço para a construção na minha cabeça. Abrir as portas e partilhar, esse é mote para os próximos meses, na vida e no trabalho.

Estou agora a fazer exames às veias e ao sangue para ver se o episódio 'trombose' se pode fechar na minha cabeça e corpo, a esperança que assim o seja no próximo mês é muita, mas vamos ver e esperar.

Gosto do Outono.
Bom Domingo pessoas.



taylor who?

10.11.14
Diz que anda por aí uma jovem cantora que retirou as usas músicas do spotify.
Sinceramente nem dei por nada, lamento.
Já estas duas bem mais giras e interessantes jovens andam a tocar os seus incríveis violinos pela web fora, e estas sim eu teria muita pena de não ter conhecido através do youtube. É que no caso desta música, ver e ouvir completam-se.
Digam lá se elas não têm pinta?


Coisas bem feitas

4.11.14

O Alfaiate Lisboeta é um blog conhecido por muitos pelas suas (boas) fotografias de 'estilo de rua'. O seu autor já há muito que saltou das páginas do seu blog para outros projectos que o levaram pelo mundo da moda e da comunicação fora da dimensão de blog.

Hoje fiquei a conhecer a sua loja online: a J. Lisbon. E tenho de aplaudir o conceito, porque o que o José Cabral fez aqui, foi bem feito.
Ele conseguiu pegar num conceito online e aproximá-lo do conceito de loja personalizada, pois usou a sua imagem, a fotografia que o caracterizou durante tantos anos, as mesmas pessoas reais, as mesmas ruas do blog, as peças de roupa que o caracterizam a ele em termos de estilo. E falou. Por cada peça da sua loja ele escreve. E escreve bem.
É como se entrássemos numa loja de alguém que conhecemos há anos e ela nos fala com orgulho da peça que tem exposta.
Está bem feito, sobre o conteúdo, não explorei muito as roupas, mas identifiquei alguns homens que estava habituada a ver no seu blog. O mesmo estilo, a mesma luz, a mesma descontracção, as mesmas caras. Ele próprio.

É este o conceito que os blogs têm e que aproxima as pessoas, mas que muitos blogs estão a perder em detrimento de procurarem uma imagem de revista, tudo produzido, tudo pensado, tudo editado, muitas fotografias, poucas palavras, poucas opiniões. E é aí que começa a perder a graça.
Ele conseguiu um bom equilíbrio entre o estilo de rua e as pessoas com que nos cruzamos e uma montra online. Sem perder qualidade, sem perder cuidado, como aliás já era característico das suas fotos na rua.
Para além disso tudo é uma loja de homem. E fazia falta uma loja só para homens.

'se se meterem contigo nunca respondas'

3.11.14
Já toda a gente viu este filme que circula pelas redes sociais. Já muita gente se identificou e outra tanta o condenou e ridicularizou. Afinal alguns homens apenas estão a dizer 'olá' à rapariga, não é? Pois eu concordo com o que a jornalista Fernanda Câncio escreveu nas páginas do DN e posso explicar-vos porquê.

Há muito que perdi a conta ao número de vezes que fui abordada por homens na rua com frases e gestos humilhantes e degradantes para mim enquanto criança, adolescente e mulher. Podia contar-vos muitas histórias, mas tenho a certeza que todas as raparigas que lêem este blog sabem de umas quantas. Para os homens que podem não entender bem, posso dizer-vos que em Portugal os piropos de rua são geralmente de cariz pornográfico.
E não nos ficamos apenas por palavras, há também gestos que incluem tocar em mulheres nos transportes públicos, há também o grupo de rapazes que persegue uma rapariga num local de diversão nocturna e que o que muitas vezes parece apenas uma brincadeira, por vezes se torna terror para a mulher em causa.

E o que acontece em todas estas situações? A mulher cala-se, encolhe-se envergonhada, corre e esconde-se do possível agressor. Sim, proferir palavras pode ser uma agressão.
E não diz a ninguém. Tem vergonha. Afinal, foi apenas um piropo. Não aconteceu nada. Segue as instruções de outras mulheres mais velhas que dizem: "se se meterem contigo nunca respondas".

Foi já na faculdade, a caminho da estação que passava repetidamente por um local, onde um homem, que podia ser meu avô proferia as coisas mais porcas que eu me lembro de ouvir, sempre de cariz pornográfico. Sempre que eu passava, quase todos os dias por ali. E muitas vezes mudei de rua, e muitas vezes encarei o chão fazendo de conta que não era nada comigo. E muitas vezes apanhava o comboio com a mesma sensação de enjoo. Será que aquele homem tinha família, filhas, netas?
Até ao dia. Passei. As mesmas palavras de ofensa. Encarei o chão, acelerei o passo. Parei. Respirei fundo. Voltei para trás. Dirigi-me a ele de cabeça bem erguida e bem maior do que ele. Perguntei-lhe com quem é que ele achava que estava a falar. Falei alto e com bom som. Pedi-lhe para repetir o que tinha acabado de dizer. Ameacei chamar a polícia. Todas as pessoas ouviram. Foi um momento embaraçoso. O homem fugiu com a passada de rato que o caracterizava. Eu nem sentia as minhas pernas de tão nervosa que estava.

A única pergunta que me fica na cabeça de todas estas ocasiões é: quem são estes homens? Porquê? E aos homens que lêem estas linhas e que não se identificam com a descrição que faço aqui do seu género, vocês não fazem a menor ideia do que uma mulher ouve e vê ao que ao assédio nas ruas diz respeito, porque se fizessem ficavam aterrorizados.

Escrevo isto aqui hoje, porque sou mãe de duas miúdas. A elas vou ter de lhes ensinar: "se se meterem contigo, grita!"





I could live here

1.11.14


A casa da Isabelle do blog DOS FAMILY está à venda e ela fez um post a falar sobre a sua história, tudo o que lá viveram, o que transformaram e o significado que este sítio tem para ela e para a sua família. E eu compreendo bem todas as palavras que ela partilha sobre a casa, porque acho que as casas também têm um bocadinho de nós, uma história, uma sensação.
Sorte daqueles que virão a seguir e podem partir desta 'tela' tão bem desenhada para começar  a sua vida.

Eu por aqui não vou claramente comprar o apartamento da Isabelle, mas gosto muito deste espaço. Apesar de adorar ver as casa nórdicas, super brancas e clean, eu preciso de um pouco de drama na minha vida caseira, cor, padrões, misturas improváveis, objectos, memórias, tudo isso faz parte de mim, por mais que tentasse uma abordagem mais 'clean', nunca iria ter bons resultados.
Gosto deste apartamento, da luz, da cozinha, das cores, da decoração.
Enfim, eu poderia mesmo viver aqui!

(todas as fotografias deste post são propriedade do blog Dos Family)









se vai chover que sejam flores @ la redoute

31.10.14

No outro dia escrevi um post para o Magazine de Tendências da La Redoute sobre a chuva e as flores (a chuva ainda não chegou, mas pelo menos posso sempre contar com as flores:D). Dois temas que parecem nada ter a ver, mas que para quem der uma vista de olhos à marca Derhy no catálogo da La Redoute, vai perceber como os dois conceitos podem se conjugar perfeitamente.
Este casaco lindo da foto já está a viajar cá para casa e vai acompanhar-me durante todo o Inverno. Não há muitos casacos de chuva que me deixem tão feliz como este.
Também ficava feliz com a blusa bordada, mas essa ficou para outros campeonatos:)


*sou blogger residente do Magazine de Tendências da La Redoute, colaborando desta forma com a marca, mas os posts no meu blog são da minha inteira responsabilidade e vontade.

miúdos anos 80

29.10.14
Quando eu era miúda não haviam estrelas Disney, nem DVD e canais de televisão a debitar coisas de criança.
Eu vibrava com estes filmes de dança: o Footloose, o Flashdance, a Fame.
Ainda hoje guardo alguns vinis que os meus pais me deram, e sempre que ouço estas músicas é como se fosse hoje!
Lembro-me de ir para as aulas de ballet com camisolas de fato de treino e perneiras a imitar os meus ídolos e ouvir a professora (espanhola) gritar comigo:
"Sílvia, pensas que a vida é um circo? Vai-te vestir em condições!"
"Querida Conchita, hoje tenho 36 anos, não dei bailarina como podes ver, tinhas razão, mas continuo a vestir-me como se a vida fosse um circo. E não é que resulta?"

[want]: fine little day book

27.10.14




Acabou de ser lançado o livro do blog Fine Little Day. Para quem como eu é leitora do blog há tantos anos e o usa como inspiração visual frequentemente, apreciando cada detalhe e fotografia das suas casas, lugares, paisagens, objectos e inspirações, será um prazer guardar uma cópia deste livro que me trará momentos de pura contemplação fora da web.
Ainda estou esperançada que venha aí a versão inglesa, porque para além das fotografias quero ler todas as palavras que a Elisabeth Dunker escolheu usar no livro.
Parabéns ao Fine Little Day, porque conseguir de forma continuada e coerente ser sempre um blog original e espontâneo, e por agora passar para o papel aquilo que tem vindo a fazer sempre tão bem. Mais do que merecido!


living on a tree

26.10.14
Treehouse by Peter Bahouth


All images © 2011 Lindsay Appel
(via Ignant)

found it

25.10.14
#foundit Há anos (muitos!) que não pratico desporto. Se numa altura da minha vida o movimento fazia parte do dia a dia, pela sua agitação e por actividades que requeriam mais destreza física, agora tudo indica para o sedentarismo.
Eu tenho uma total ausência de força de vontade de fazer o que quer que seja relacionado com desporto, caminhar, correr, ginásios, etc. Para mim mexer-me nunca foi um desporto, mas sim um meio para atingir um fim.
Depois da trombose fui aconselhada a caminhadas diárias de 30 minutos, ou a praticar uma actividade leve mas continuada. E eu sei que tenho de o fazer, sei mesmo, às vezes caminho, outras vezes tento fazer amizade com a bicicleta elíptica que tenho em casa, mas nenhuma delas me agarra. Estou constantemente a pensar quando é que aquilo acaba. Já chega? E a minha cabeça viaja para todas as coisas que quero fazer quando sair dali.
E não, não sou daqueles seres abençoados pela genética com tudo no sítio sem nada fazer. Por aqui, depois de duas gravidezes e zero desporto, as coisas já não são as mesmas, três kg acima do que era normal antes de ser mãe, mas que de alguma forma já me habituei e confesso que não ligo muito a isso, devia ligar, mas não ligo. A massa muscular já desapareceu há muito e a flexibilidade foi pelo mesmo caminho. A postura anda pelas ruas da amargura e os abdominais há muito que não dão o ar da sua graça.
Mas eu tento, a trombose criou em mim um aviso permanente que eu não consigo ignorar. Já fui a ginásios, tentei aulas em conjunto, procurei grupos de tudo e mais alguma coisa. Raramente passo da primeira experiência, porque sei imediatamente quando uma coisa não é para mim, não me iludo muito. Tenho ainda muitas restrições de horário familiar que me impedem de fazer parte da maioria das aulas e que também servem como desculpa mental para mim própria por não conseguir.

Mas ontem encontrei. O sítio. A actividade. A vontade.
Um grupo de Yoga aqui bem perto de casa, no sítio mais bonito que podia estar, com um ambiente descontraído, mas muito profissional e dedicado. E vou ficar. E vou tentar com toda as minhas energias e dedicação levar as aulas de forma contínua e séria. Começo com uma aula semanal, mas quero fazer pelo menos duas. Quero que o meu corpo sinta, a minha cabeça desligue, a minha postura volte e eu encontre em mim a energia e a vontade de cuidar de um corpo que é só meu e que só eu posso estimar.

A fazer figas!


#clogsandsocks

23.10.14
Sou a feliz proprietária de umas clogs lindas destas em amarelo que o marido cá de casa me ofereceu em modo super surpresa histérica (eu histérica, ele apenas incrédulo com o que um par de sapatos pode provocar numa mulher).
No Verão fizeram bem a sua função e posso dizer-vos que para além de confortáveis, dão o toque especial a qualquer 'trapo' que decidam usar. Pelo menos para mim, que sou uma pessoa do tipo 'bloco de cores' (acabei de inventar isto:D).
Estava a dar-lhes as últimas oportunidades estes dias em que o sol espreitou com força, mas também já estava preparada para as encostar durante algum tempo. Hoje vi a foto da Fancy Treehouse, com umas como as minhas, e com roupa de Outono e achei que podia fazer todo o sentido, na meia estação colocar umas meias com as minhas clogs. Sei bem que faz lembrar o turista com as birkenstock e a meia branca, sei bem disso, mas acho que gosto muito para não experimentar! Faltam-me é umas meias à altura, tipo estas!
E vocês? O que acham?

(todas as fotografias via FB Swedish Hasbeens)

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