pegada colorida

28.3.15

Diz que o Pharell Williams andou por aí a pintar sapatos. E não poupou nas cores. Não será uma sapatilha para toda a gente, mas claramente uma sapatilha para cada um de nós.

A Rita e Sónia já andaram por aí a fazer das suas, e deixaram muito boa gente a babar por um passinho de dança em tons de arco-íris. Eu incluída!

[e não, este blog não se passou a dedicar a posts esporádicos sobre sapatos, mas claramente anda a precisar de um pouco de sol e cor nos seus dias].

Um vídeo publicado por Sónia Sapinho (@soniasapinho) a

flower power

22.3.15



Sei que há por aí uma legião de fãs das Vans. Eu nunca fui uma delas, e sempre gostei mais de as ver nos homens.
Mas o padrões e cores com que elas se apresentam não me deixam indiferente. Estas das flores andam a tentar-me para dar o pontapé de saída à Primavera.
Giras, não?

Corte da lua

20.3.15
Uma foto publicada por Coração Alecrim (@coracao.alecrim) a

Desde o Verão que o meu cabelo entrou em declínio.
Depois da trombose e quando comecei a tomar a medicação o cabelo começou a cair aos magotes pelo ralo da banheira abaixo. A determinada altura numa fotografia reparei que se via o topo do couro cabeludo em cima. A coisa estava mesmo feia. Já não tinha cabelo comprido, mas sim uns fios pendurados que eu insistentemente mantinha presos no topo da cabeça.
Cortei. Mas não foi solução. Não estava satisfeita com o corte, mas acima de tudo com o aspecto do cabelo que estava cada dia pior. Pouco e muito fino, sem brilho, começou a ganhar oleosidade, coisa que eu nunca tive e a única ideia que me passava pela cabeça era rapar tudo.

Até que no outro dia vi no FB do Coração Alecrim o Corte da Lua, feito lá pela Branca Savedra. Não fazia a menor ideia do que aquilo era, mas tentar não custa e sinceramente já não havia muito a perder.
Contactei a Branca e fiquei a perceber um pouco mais sobre o método. Percebi que respeitava o ciclo da Lua e que em cada uma das fases haveria um objectivo de saúde capilar.



Depois o próprio método que a Branca usa, com cortes muito pequenos e sempre perpendiculares à raiz do cabelo, em que todo o cabelo é meticulosamente cortado, não tem como objectivo nenhum tipo de styling mas sim encontrar e respeitar a forma original do cabelo deixando-o crescer na forma que lhe é mais natural.
Fiz há 2 dias atrás, não sei se vou ou não obter resultados (há depois outros cortes a fazer noutras fases), mas o que é certo é que a função placebo já está a funcionar porque já o vejo mais bonito. Deixei de usar produtos de styling e o shampoo que uso neste momento é de plantas, sendo que pretendo espaçar as lavagens que neste momento são excessivas.
Se há um cabelo natural bonito porque havemos de estar sempre a tentar fazer dele aquilo que ele não é?
Se estiverem interessados em saber mais sobre o método, contactem a Branca através do mail: branca.saaba@gmail.com


Achados de Domingo

15.3.15
#achadosdedomingo Voltou o sol e com ele a vontade de passear entre vendedores de velharias ao Domingo.
E hoje havia coisas tão bonitas. Entre panos e toalhas e umas chávenas e pratos que já me arrependi de ter deixado para trás.
Mas onde vou colocar tanta coisa? Não pode ser...
Mas a estes não resisti.
As cadeiras dos senhores que vendem nestas feiras deixam-me tão intrigada. Estes padrões! Alguém sabe se ainda se arranjam?

Agora sim, sem filtro:) #achadosdedomingo#achadosdedomingo#cadeirasdefloresportuguesas onde andam vocês que só vos vejo nas bancas das feiras de velharias?#cadeirasdefloresportuguesas #velharias #vintage#cadeirasdefloresportuguesas #vintage #velharias

dias agitados

13.3.15

Esta foi uma semana agitada, cheia de trabalho que parece que não flui, por mais que me esforce, que tente fazer mais e melhor, as coisas não acontecem com a velocidade que eu gostaria.
Talvez porque nunca considere todas as variantes do meu dia, a família, os amigos, a minha vida pessoal e espere que um trabalho independente funcione como uma empresa, em modo engrenagem, não funciona. É preciso aceitar e ajustar, para não estar sempre em sofrimento com expectativas que vão para além da capacidade de duas mãos e uma cabeça.

Os últimos posts ali de baixo não ajudaram porque andei em baixo com todas as histórias tristes que chegaram até mim, e porque o medo esteve sempre presente na minha cabeça. Se já há algum tempo não pensava no que me tinha acontecido, estes dias fizeram-me tremer.

Mas acabei a semana da melhor maneira, a fotografar um sítio que me é hoje muito especial, cheio de boas energias, lindo de morrer, e com pessoas muito especiais. Nestes momentos tenho pena de não ser melhor fotógrafa para vos mostrar aquilo que os meus olhos vêem que geralmente é mais bonito do que o consigo trazer até aqui.
Para a semana levo-vos lá com algumas fotos e palavras sobre este sítio especial.

Até lá um bom fim-de-semana para todos.

mitos

8.3.15
“Acho que era a Sylvia Plath que estava convencida, por volta de 1950, que para escrever romances era preciso ter amantes e fazer viagens. É um mito, isso dos amantes e das viagens. Pode-se ser feliz e escrever romances sem ter amantes e se fazer viagens. Mais importante que amantes e viagens é ter um espaço próprio, um domínio, um território, uma casa, pelo menos um quarto com privacidade, como muito bem viu Virgínia Woolf” [Adília Lopes]



São blogs destes e escritas destas que me deixam entusiasmada e expectante com o que uma determinada página pode despertar em mim. Às vezes há palavras que estão tão próximas que quase lhes consigo ouvir a respiração. Reconfortam, revoltam e apaziguam.
Escrever de forma tão despretensiosa e ao mesmo tempo tão valiosa é um dom de poucos.
É o Ana de Amsterdam, a ler.

o ballet sai à rua

2.3.15
A Oysho (inteligente) resolveu pegar nas intemporais e elegantes peças de dança e trazê-las para as mãos e corpos de mulheres que nunca pisaram um palco em pontas.
E está muito bem conseguida a colecção sim senhora.
Comigo o ballet vai direitinho do palco e das salas de ensaio para a rua, porque já me vejo com algumas destas peças conjugadas com a minha roupa normal ou nas minhas aulas de yoga.
Palmas!

[instagram favourites]: Vanessa Rosa

27.2.15

Já há algum tempo que não vos trazia uma das minhas contas de instagram preferidas. Pois a Vanessa tem um instagram que capta quase sempre a minha atenção quando passa no meu ecrã.
Há muitas fotos da Vanessa, selfies e outras, mas não, não são umas selfies quaisquer. Há um estilo, uma marca muito dela. Não só pela sua imagem peculiar e bonita, como pelo lado bem humorado que algumas fotos e pequenos vídeos trazem com ela.
Ela tem uma série que chama de #365collarboneproject em que ela fotografa diferentes objectos equilibrados no seu ombro e que eu adoro!

Eu ainda não percebi bem o me faz gostar mais de umas contas de IG do que outras, não é tanto a qualidade da fotografia, acho que é mais a linha pessoal de cada um. Eu gosto de seguir pessoas que conheço, independentemente das fotos serem mais bonitas ou mais feias, e depois no grupo dos desconhecidos procuro por linhas pessoais, por estilos próprios, universos com que eu me identifico.

E vocês? O que vos faz gostar e seguir uma conta de instagram?



Uma foto publicada por Vanessa Rosa ⚡️ (@vanessascrosa) a

a ver

25.2.15
Juliette Binoche · fotografia de guerra · família · amor · coragem · uma banda sonora do caraças
É preciso dizer mais alguma coisa?
Fui.

blogs no masculino

24.2.15
Muitos dos links de blogs que vêm na minha coluna da esquerda são escritos por mulheres.
Há casas, moda, design, vida, filhos, fotografia, opinião, humor (algum), partilha, coisas que eu gosto e inspirações que durante muito tempo me foram alimentando a criatividade.
Mas neste momento já não consigo ver mais vestidos dos Oscars, ver marcas de cosméticos e compra de roupas, fotografias editadas e locais espectaculares. Eu até gosto, não me interpretem mal, apenas preciso de umas férias.
Por isso ando pelas casas virtuais masculinas. Espaços que não têm imagens ou fotografias cuidadas, onde a maternidade/paternidade não tem laçarotes nem filtros, onde a opinião não é sempre consensual, onde nem lhes conhecemos a cara, mas isso não interessa nada.
É comum sair da minha leitura de blogs masculinos a rir, a discordar com autor, a ver filmes ou ouvir músicas novas, mas raramente a pensar sobre a minha roupa, o cabelo que tem de ser cortado ou as manhãs stressadas com crianças cheias de sono e com uma mãe sempre à beira de um ataque de nervos, essa que não se penteou nem usou nenhum cosmético antes de sair de casa. Eu.


Por isso ficam aqui três dos meus blogs preferidos escritos por homens. Para quem interessar.


Factos de Treino







The Ressabiator

porto · amigos · comida · vintage

9.2.15
#brickclerigos um sítio bom, bonito e de gente simpática. @almostlocals #portoporto • amigas • comida (amanhã pelo blog) #honestfood #brickclerigos #porto Depois de muitos e muitos dias em regime de reclusão por causa das malditas doenças cá por casa, na semana passada lá voltei ao mundo dos vivos e bem dispostos com uma ida ao Porto para encontrar amigas num almoço bem divertido e saboroso.
Comemos no Brick, onde já tinha ido e relativamente ao qual tenho muito boa impressão, pelo ambiente descontraído mas super cuidado, pela simpatia de quem atende e pela comida sempre fresca e saborosa. A ideia de uma mesa partilhada por todos é inovadora na cidade e mostra-se muito acolhedora.

@ac_mangana working her magic with Pris @almostlocals at #maoesquerda.#maoesquerda #porto for vintage lovers!Na #maoesquerda a perder a cabeça por um mega casaco que sim, veio para casa comigo! @ac_mangana :) Depois foi tempo de subir até ao outro lado da cidade, perto dos Poveiros, para visitar a super cool Ana Carolina e a loja de vintage Mão Esquerda. Saí de lá com um casaco de pelo falso, comprido, leve e super quente, que vai fazer as maravilhas do meu Inverno e a Pris comprou um de pele por 9 euros. Sim, 9 euros!


Tive a companhia da Priscilla e da Luísa, que tornaram o almoço e o passeio cheio de risos e boa disposição. A Priscilla é editora do site chicken or pasta? e estava pelo Porto a fazer um guia da cidade, por isso aguardem o artigo dela que vai levar o Porto até muita gente por esse mundo fora.

espelho meu, espelho meu...

8.2.15
Espelho meu, espelho meu, haverá arrumadora mais lenta do que eu? Post daqui a pouco no blog www.silviasilva.com ...haverá arrumadora mais lenta do que eu?
3 meses.
3 meses foi o tempo que eu levei para arrumar a roupa de Verão deste micro armário de duas portas.
3 meses com caixas espalhadas pelo quarto, pano do pó pousado na cómoda, roupa e cabides espalhados por todo o lado, biquinis misturados com os collants, fatos de ballet de há décadas atrás com t-shirts que me ficam por cima do umbigo.
Durante o processo eu lá ia tropeçando em uma ou outra caixa pela manhã, dizia as minhas asneiras mentais e pensava, 'que saia é aquela? aquilo é meu?'.
Pensava acima de tudo que 80% das coisas dentro do meu armário eu não as estava a usar e por isso só serviam para ocupar espaço. Lembrava-me quase sempre da minha mãe e agora da minha irmã que é a rainha das coisas arrumadas, que sempre me diziam que trocar a roupa em cada estação no armário era essencial. Eu durante muito tempo não acreditei, porque achava que tudo era possível em qualquer estação.
Aos 37 anos lá percebi que estava errada.
3 meses foi o tempo que demorei a perceber que tinha mesmo de me desfazer de muita coisa que não servia para nada, que numa casa onde há duas crianças que crescem todos os meses, não nos podemos dar ao luxo de ter coisas a ocupar espaço que não têm propósito.
Foi o ano em que dei e reciclei mais roupa desde sempre. Que tomei o pulso ao que eu realmente uso e me faz falta, que descobri peças que estavam perdidas e que conclui que duas portas de armário são suficientes para toda a minha roupa.
Claro que os casacos não estão aqui, são uma colecção maior do que toda a minha roupa e os sapatos, esses sempre foi fácil de manter arrumado, porque nunca tive muitos.
Sinto-me aliviada e mais leve. Agora resta saber se consigo manter.

Dou por mim a pensar em algumas imagens que vejo por aí pela web, de pessoas que têm centenas de pares de sapatos, closets que são divisões inteiras, roupas diferentes todos os dias, como fazem? Passam a vida a arrumar estes armários ou vivem em cima de uma montanha de roupa? Eu teria de passar 12 meses do ano em arrumações, a julgar pela pequena amostra:D

E ficou assim, pequeno mas com o que realmente interessa. E colorido, como sempre.

Espelho meu, espelho meu, haverá arrumadora mais lenta do que eu? Post daqui a pouco no blog www.silviasilva.com

[this is all about style]: ouro!

4.2.15

Para mim a moda tem nos levar para sítios fora daqueles normais onde estamos.
Roupa prática e que se aplica às necessidades do dia-a-dia é essencial bem sei, mas a graça toda está em comprar roupa divertida, que nos faça sair das zonas de conforto aborrecidas que a roupa básica nos traz.
Esta saia dourada é 'a peça'. É o desejo que vou manter debaixo de olho (apenas 199$, baratinha:D) para a nova estação.
É ouro pessoas, ouro!

E para verem outras peças lindas e aproveitarem os saldos visitem a Gorman de onde esta linda saia saiu.

(via Frankie)

#9birthdayguide

1.2.15

Foi inspirada nas talentosas Rita Cordeiro e Sónia Sapinho e no desafio que cumprem no seu dia de anos de tirarem 9 fotos e mostrarem do seu ponto de vista como se pode ter um bom aniversário, que este ano me desafiei a mim mesma a fazer o mesmo. (eu não sou nada dada a desafios fotográficos, mas achei que seria um bom incentivo para tornar o meu dia mais especial e o facto de ser no instagram torna tudo mais simples e divertido)
O meu aniversário é geralmente um dia normal, cá por casa até foi dia de trabalho para alguns, mas a graça do desafio é mesmo ir registando pequenas coisas que vamos fazendo para o tornar especial. E a verdade é que podemos ir fazendo algumas coisas que nos vão deixando mais felizes ao longo do dia e que as devemos fazer sempre.
Foram 37 anos, o tempo passa a voar, as miúdas já não são bebés, eu própria já estou a anos-luz de ser ou me achar uma miúda, mas confesso que muitas vezes quando penso na idade que tenho não sei bem como me sentir. A idade não tem definição somos e estamos como queremos, mas há sempre aquela sensação do 'eu com esta idade já devia...'. E agora dou por mim a pensar mais nessas coisas do que eu já devia ser ou parecer, desde a forma de vestir, ao percurso profissional, à organização da vida. Mas para mim tem sido crucial a liberdade e o poder estar sempre aberto e disposto à mudança e aos novos desafios. O poder de mobilidade mental e mudança marcaram os últimos anos da minha vida e mostraram-me muitas coisas que eu sei que hoje sou capaz de fazer e que há uns anos atrás não achava possível.
Este último ano e o início deste foram marcados por algumas dificuldades de saúde, coisa que nunca me tinha acontecido e que eu espero que fiquem por aqui. Não há nada pior do que a nossa energia falhar, essa é a grande conclusão deste último ano. Ser mais saudável é o objectivo destes novos 37 anos.

Vamos então ao desafio (de cima para baixo e da esquerda para a direita, em inglês porque é a forma original como está no instagram):
1. Sleep the more and best you can.
2. Dress something you like.
3. On a rainy birthday paint yourself with bright colors.
4. Get yourself and your home some nice flowers.
5. Bake a cake.
6. Try something new.
7. Keep friends and family close to you.
8. Best friends and older sisters know a lot about what you love. Thank them!
9. Tchim, tchim, celebrate life.


diz que vou fazer anos

27.1.15
A foto da praxe no café saudade! #cafesaudade #sintra #larforadecasa Pois é, com este furacão de doenças os meus anos estão mesmo aí a chegar e eu ainda nem tive tempo de pensar nisso.
Ao que hoje passa por mim a pergunta derradeira, 'mas afinal o que queres para os teus anos'? Nada, é a resposta que me vem à cabeça assim de repente.
Mas será uma resposta para me arrepender seriamente mais tarde, que uma rapariga com mais um trapo, um par de sapatilhas, uma roupa de cama, um batôm, 'whatever' é sempre uma rapariga mais feliz!
Por isso, e porque do fundo lá do buraco onde ando metida nestes últimos dias, não vi saldos, não fui a lojas, não vi blogs nem cenas, fica aqui a pergunta para um conjunto de leitoras que eu sei que estão prontas para me ajudar neste momento de futilidade saudável: 'o que eu quero para os meus anos?'.
De preferência que se possa comprar à distância de um click.
Vá, dêem-me as vossas ideias, mostrem-me as sapatilhas em super saldo, a carteira de cair para o lado, o caco velho, o que vos apetecer, mas mostrem!
Rápido!

2015, será que podemos começar outra vez?

26.1.15
#letitrain Não sei quantos dias se passaram, desde que fui atirada ao tapete pela primeira vez.
Viroses nas crianças, gripes, otites, e uma penumonia que me deixou KO, foram alguns dos elementos destes últimos dias que vejo de forma enevoada e cinzenta. Já nem sei bem o que aconteceu nem quando. Apenas aquela sensação de privação de sono e dor no corpo é que está bem presente.
Logo eu que não fiz listas de desejos para 2015, que não organizei as minhas prioridades nem desejei mudar o closet para uma nova época, apenas queria dar conta do que já tinha em mãos. Apenas queria responder atempadamente ao trabalho, começar alguns novos projectos, fazer algumas coisas com os meus.
Janeiro desapareceu, não sei o que aconteceu, mas evaporou-se, e agora parece que o mundo seguiu o seu curso, a maratona corre desenfreada em direcção à Primavera e eu ainda mal saí do ponto de partida.
Hoje sentei-me e olhei em volta. Haverá ponto de partida? Por onde começo? Pelo trabalho atrasado? Pelos mails por responder? Pelas desculpas por pedir? Pelo dinheiro que não ganhei mas o estado me cobra? Pela casa que parece estar enterrada num eterno caos de coisas por arrumar? Pelo escritório onde quase não me consigo sentar? Pela roupa que ficou entre o armário e algumas caixas e sempre por arrumar? Pela minha cara que parece estar pronta para enterrar? Por onde começo? Haverá fim à vista? Haverá forma de sprintar até apanhar a maratona que já vai bem lá longe?
A corrida é solitária. As preocupações de uma só cabeça. Não está previsto ficar doente. Quem não corre não ganha. Simples.

Bem, pelo menos posso riscar um elemento da minha lista mental. Sem maratonas nem ginásios, 3Kg já lá vão, ficaram no tapete. Pronto, estou elegante, agora só falta o resto.

Vamos lá começar outra vez, qualquer início pode ser um bom recomeço. Qualquer. Desde que algo aconteça. Vamos a isto então.
Sem percalços por favor. Obrigada.


I could live here

14.1.15
Se eu pudesse escolher uma casa para mim, seria um de 2 extremos, ou a recuperação de uma casa antiga ou a construção de uma casa ultra moderna.
Tudo o que fica ali nos entremeios não me diz nada.
Apesar de nutrir grandes paixões pelas características dos edifícios antigos, também a arquitectura moderna me deixa muitas vezes espantada com a genialidade dos desenhos e das opções. Se bem que a escolher, acho que escolhia mesmo a recuperação de uma bonita casa antiga.

Neste caso juntam-se dois extremos num só, uma casa nova dentro de uma ruína intocada.
Incrível. E a completar o quadro a paisagem da ilha do Pico nos Açores.

(projecto de Sami Arquitectos, via Ignant, fotos de Paulo Catrica)

o que diferentes olhos podem ver

10.1.15
Há toda uma polémica a 'rolar' pela web sobre este novo vídeo de SIA.
Dizem que tem cariz sexual e pedófilo.

Será de mim ou eu só consigo ver uma bailarina e um actor do caraças a fazer um vídeo brutal?

Vejo luta, vejo brincadeira, vejo um homem, um pai, uma criança, um animal, vejo luta de forças, de liberdades, de emoções, mas não vejo sexo.
Nenhum.
Será de mim?

fotografia

8.1.15

Há uns anos atrás andava entusiasmada com a fotografia.
Foi uma das primeiras coisas que este blog despertou em mim, a vontade de olhar para as coisas de forma mais atenta, de tentar fotografar detalhes, momentos, coisas que me marcavam sem serem os tradicionais momentos familiares ou fotografias de festas e férias.
Ultimamente, desde que este lado mais 'geek' se foi apoderando de mim, tenho pensado menos na fotografia. Vejo tanta fotografia boa por essa web fora, que fico a pensar que tudo o que faço é mau. Salva-me este lado desprendido de quem publica com a mesma ligeireza um pensamento profundo num post, como um casaco fútil no seguinte, que me deixa utilizar este blog sem grandes amarras e faz com que ele vá tendo posts atrás de posts, pela simples razão de não haver grande pretensão nos mesmos.
A fotografia instantânea dos telemóveis, com o instagram, tem-me devolvido esse gosto, essa vontade de explorar, num ecrã pequeno, com poucas funções, em momentos rápidos e sem grande preparação.
Praticamente todas as fotos deste blog são tiradas com o telemóvel e publicadas no instagram. Por isso a dimensão da coluna é própria para este tamanho e o blog está pensada para ter imagens quadradas.
Entretanto vou seguindo algumas contas do instagram como a Diane, a Rita, o Jóni, que me deixam sempre a pensar como é que eles captam momentos e objectos tão simples e os transformam em imagens tão belas.
E sinto com eles verdadeiros momentos de inspiração, de beleza e de poesia.
Esses momentos que já busquei noutros sítios, agora encontro-os em imagens momentâneas, em cores e em formas que me inspiram e me deixam a sonhar.
Isto para dizer que adoro esta foto, que tirei no Chalet Saudade em Sintra, que ficou torta porque não me soube posicionar em condições, mas que ainda assim me deixa a pensar que os ecrãs das máquinas por vezes nos mostram coisas que a olho nu deixamos passar, numa mistura constante de imagens e na falta de tempo para parar, olhar e apreciar.


sapatilhas feitas para andar...sempre

5.1.15

Há mais de 20 anos que calço Adidas Superstar.
Já as tive com riscas vermelhas, pretas e agora ando com umas de riscas verdes.
Cada par delas duraram uma eternidade e foram usadas até não terem mais como andar.
Para mim são as melhores sapatilhas de sempre.
Há outras que gosto, que vêm e que vão, mas estas ficam. E ficam para ser usadas com qualquer roupa, estilo e em qualquer ocasião.

Agora estão a explodir por todo o lado nas fotos de moda e de estilo de rua. Adoro ver as combinações que fazem com elas.

No meu artigo desta semana da La Redoute, resolvi falar delas, porque se há coisa que eu acho que vale mesmo a pena investir (ainda por cima em saldos) é num par destes!



*sou blogger residente do Magazine de Tendências da La Redoute, colaborando desta forma com a marca, mas os posts no meu blog são da minha inteira responsabilidade e vontade.

(primeira foto · segunda foto · terceira foto)

a ler

3.1.15

Ontem o Alfaiate Lisboeta escreveu um post muito interessante sobre a existência dos blogs, a visão dos media, a visão dos leitores, a honestidade, a qualidade de conteúdos entre muitas outras coisas. Um post bem escrito e assertivo que diz muito daquilo que eu também penso. Para quem se interessa por este tema, é ler aqui.
Vale a pena.

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