diz que vou fazer anos

27.1.15
A foto da praxe no café saudade! #cafesaudade #sintra #larforadecasa Pois é, com este furacão de doenças os meus anos estão mesmo aí a chegar e eu ainda nem tive tempo de pensar nisso.
Ao que hoje passa por mim a pergunta derradeira, 'mas afinal o que queres para os teus anos'? Nada, é a resposta que me vem à cabeça assim de repente.
Mas será uma resposta para me arrepender seriamente mais tarde, que uma rapariga com mais um trapo, um par de sapatilhas, uma roupa de cama, um batôm, 'whatever' é sempre uma rapariga mais feliz!
Por isso, e porque do fundo lá do buraco onde ando metida nestes últimos dias, não vi saldos, não fui a lojas, não vi blogs nem cenas, fica aqui a pergunta para um conjunto de leitoras que eu sei que estão prontas para me ajudar neste momento de futilidade saudável: 'o que eu quero para os meus anos?'.
De preferência que se possa comprar à distância de um click.
Vá, dêem-me as vossas ideias, mostrem-me as sapatilhas em super saldo, a carteira de cair para o lado, o caco velho, o que vos apetecer, mas mostrem!
Rápido!

2015, será que podemos começar outra vez?

26.1.15
#letitrain Não sei quantos dias se passaram, desde que fui atirada ao tapete pela primeira vez.
Viroses nas crianças, gripes, otites, e uma penumonia que me deixou KO, foram alguns dos elementos destes últimos dias que vejo de forma enevoada e cinzenta. Já nem sei bem o que aconteceu nem quando. Apenas aquela sensação de privação de sono e dor no corpo é que está bem presente.
Logo eu que não fiz listas de desejos para 2015, que não organizei as minhas prioridades nem desejei mudar o closet para uma nova época, apenas queria dar conta do que já tinha em mãos. Apenas queria responder atempadamente ao trabalho, começar alguns novos projectos, fazer algumas coisas com os meus.
Janeiro desapareceu, não sei o que aconteceu, mas evaporou-se, e agora parece que o mundo seguiu o seu curso, a maratona corre desenfreada em direcção à Primavera e eu ainda mal saí do ponto de partida.
Hoje sentei-me e olhei em volta. Haverá ponto de partida? Por onde começo? Pelo trabalho atrasado? Pelos mails por responder? Pelas desculpas por pedir? Pelo dinheiro que não ganhei mas o estado me cobra? Pela casa que parece estar enterrada num eterno caos de coisas por arrumar? Pelo escritório onde quase não me consigo sentar? Pela roupa que ficou entre o armário e algumas caixas e sempre por arrumar? Pela minha cara que parece estar pronta para enterrar? Por onde começo? Haverá fim à vista? Haverá forma de sprintar até apanhar a maratona que já vai bem lá longe?
A corrida é solitária. As preocupações de uma só cabeça. Não está previsto ficar doente. Quem não corre não ganha. Simples.

Bem, pelo menos posso riscar um elemento da minha lista mental. Sem maratonas nem ginásios, 3Kg já lá vão, ficaram no tapete. Pronto, estou elegante, agora só falta o resto.

Vamos lá começar outra vez, qualquer início pode ser um bom recomeço. Qualquer. Desde que algo aconteça. Vamos a isto então.
Sem percalços por favor. Obrigada.


I could live here

14.1.15
Se eu pudesse escolher uma casa para mim, seria um de 2 extremos, ou a recuperação de uma casa antiga ou a construção de uma casa ultra moderna.
Tudo o que fica ali nos entremeios não me diz nada.
Apesar de nutrir grandes paixões pelas características dos edifícios antigos, também a arquitectura moderna me deixa muitas vezes espantada com a genialidade dos desenhos e das opções. Se bem que a escolher, acho que escolhia mesmo a recuperação de uma bonita casa antiga.

Neste caso juntam-se dois extremos num só, uma casa nova dentro de uma ruína intocada.
Incrível. E a completar o quadro a paisagem da ilha do Pico nos Açores.

(projecto de Sami Arquitectos, via Ignant, fotos de Paulo Catrica)

o que diferentes olhos podem ver

10.1.15
Há toda uma polémica a 'rolar' pela web sobre este novo vídeo de SIA.
Dizem que tem cariz sexual e pedófilo.

Será de mim ou eu só consigo ver uma bailarina e um actor do caraças a fazer um vídeo brutal?

Vejo luta, vejo brincadeira, vejo um homem, um pai, uma criança, um animal, vejo luta de forças, de liberdades, de emoções, mas não vejo sexo.
Nenhum.
Será de mim?

fotografia

8.1.15

Há uns anos atrás andava entusiasmada com a fotografia.
Foi uma das primeiras coisas que este blog despertou em mim, a vontade de olhar para as coisas de forma mais atenta, de tentar fotografar detalhes, momentos, coisas que me marcavam sem serem os tradicionais momentos familiares ou fotografias de festas e férias.
Ultimamente, desde que este lado mais 'geek' se foi apoderando de mim, tenho pensado menos na fotografia. Vejo tanta fotografia boa por essa web fora, que fico a pensar que tudo o que faço é mau. Salva-me este lado desprendido de quem publica com a mesma ligeireza um pensamento profundo num post, como um casaco fútil no seguinte, que me deixa utilizar este blog sem grandes amarras e faz com que ele vá tendo posts atrás de posts, pela simples razão de não haver grande pretensão nos mesmos.
A fotografia instantânea dos telemóveis, com o instagram, tem-me devolvido esse gosto, essa vontade de explorar, num ecrã pequeno, com poucas funções, em momentos rápidos e sem grande preparação.
Praticamente todas as fotos deste blog são tiradas com o telemóvel e publicadas no instagram. Por isso a dimensão da coluna é própria para este tamanho e o blog está pensada para ter imagens quadradas.
Entretanto vou seguindo algumas contas do instagram como a Diane, a Rita, o Jóni, que me deixam sempre a pensar como é que eles captam momentos e objectos tão simples e os transformam em imagens tão belas.
E sinto com eles verdadeiros momentos de inspiração, de beleza e de poesia.
Esses momentos que já busquei noutros sítios, agora encontro-os em imagens momentâneas, em cores e em formas que me inspiram e me deixam a sonhar.
Isto para dizer que adoro esta foto, que tirei no Chalet Saudade em Sintra, que ficou torta porque não me soube posicionar em condições, mas que ainda assim me deixa a pensar que os ecrãs das máquinas por vezes nos mostram coisas que a olho nu deixamos passar, numa mistura constante de imagens e na falta de tempo para parar, olhar e apreciar.


sapatilhas feitas para andar...sempre

5.1.15

Há mais de 20 anos que calço Adidas Superstar.
Já as tive com riscas vermelhas, pretas e agora ando com umas de riscas verdes.
Cada par delas duraram uma eternidade e foram usadas até não terem mais como andar.
Para mim são as melhores sapatilhas de sempre.
Há outras que gosto, que vêm e que vão, mas estas ficam. E ficam para ser usadas com qualquer roupa, estilo e em qualquer ocasião.

Agora estão a explodir por todo o lado nas fotos de moda e de estilo de rua. Adoro ver as combinações que fazem com elas.

No meu artigo desta semana da La Redoute, resolvi falar delas, porque se há coisa que eu acho que vale mesmo a pena investir (ainda por cima em saldos) é num par destes!



*sou blogger residente do Magazine de Tendências da La Redoute, colaborando desta forma com a marca, mas os posts no meu blog são da minha inteira responsabilidade e vontade.

(primeira foto · segunda foto · terceira foto)

a ler

3.1.15

Ontem o Alfaiate Lisboeta escreveu um post muito interessante sobre a existência dos blogs, a visão dos media, a visão dos leitores, a honestidade, a qualidade de conteúdos entre muitas outras coisas. Um post bem escrito e assertivo que diz muito daquilo que eu também penso. Para quem se interessa por este tema, é ler aqui.
Vale a pena.

das pessoas

31.12.14

Sei bem que já todos lemos resumos do ano velho e desejos para o novo.
Eu por aqui não sou pessoa de listas nem de rever a matéria dada.
Sei que me esforcei para caraças o ano todo. Sei que nem tudo correu bem, mas a maioria das coisas foram mais do que boas.
É tempo de deixar para trás e esquecer o que correu mal, porque tudo o que interessa está aqui e agora.

Acabar o ano na 'internet' com este post da Mar é tudo o que eu poderia desejar por estas andanças virtuais. Desejo concretizado.

Agora vou ali para a festa de carne e osso.

Bom ano pessoas bonitas!

das festas mais ou menos felizes

23.12.14
O que 6 anos de vida ensinam sobre o amor:) #vidademae #miudasgiras #amor A minha mãe detestava o Natal. Ou pelo menos certificava-se de o dizer alto e bom som a toda a gente todos os anos.
E eu sentia que se ela não gostava eu também não devia gostar, afinal éramos uma equipa, nós contra o mundo.
Músicas de Natal? Bhléc.
Aquelas famílias felizes todos vestidinhos para o Natal? Bhléc.
Presentes de Natal? Nas vésperas lá se tratava disso à pressão, mas não sem durante o processo se bufar por todos os poros e prometer que para o ano que vem 'vou mandar tudo para o raio que o parta'.
Mas a verdade é que bem lá no fundo, eu queria que as coisas fossem diferentes. Queria que ela se sentisse feliz. Para eu achar que também teria esse direito. Porque se ela não estava feliz, nós também não podíamos estar.
Mas já lhe tinha acontecido tanta coisa, os últimos anos tinham sido tão lixados com desgraça atrás de desgraça, que hoje eu compreendo bem toda a revolta da minha mãe, gostaria que tivesse sido diferente, claro que sim, mas por outro lado prefiro uma mãe resmungona a uma deprimida.

A verdade é que com o passar dos anos, eu e a minha irmã crescemos e passamos a ser, juntamente com a minha mãe, boas amigas, e as boas amigas geralmente riem-se das desgraças. E o Natal passou a ser um momento cómico. Em que a minha mãe fazia o seu teatro e nós ríamos das mesmas frases, os mesmos bufos, a mesma cara de olho franzido que em alguns segundos se transformava em sorriso aberto. E o sorriso dela era o mais franco e bonito que conheço. Daqueles que iluminam toda a rua.

Depois chegaram os netos, filhos da minha irmã e o mundo mudou para ela. O Natal passou a ser tudo o que os netos precisariam que fosse, com prendas e árvore e Pai Natal e tudo à mistura. Foi um alívio. O começo de uma nova era, mais feliz, de uma família que crescia e ia deixando para trás a amargura.

Não durou muito tempo, não pelo menos o suficiente para que as minhas filhas viessem a conhecer essa avó, que se dizia com tão mau feitio, mas que era a mais carinhosa das mães e a mais dedicada das avós.

E tudo estaria feito para que eu detestasse o Natal.

Mas não. O Natal fica ali no meio das minhas preferências. Não é a minha época preferida, mas também não lhe guardo rancor.
Faço tudo à pressão, nos últimos dias, como a minha mãe me ensinou. E odeio músicas de Natal, não há som mais deprimente do que esse.
Mas adoro estar com a minha família e ver a felicidade das crianças, porque afinal foram e são elas que salvam tudo.

Faz-me falta a minha família, aqueles que me deram vida e que me deixaram tão cedo. Por mais que cresça o meu peito nunca será grande o suficiente para o tamanho da minha saudade.

Mas como a minha filha hoje escreveu 'o amor a de sempre vencer'.
E cá por casa o amor agiganta-se sempre perante a dor.

Feliz Natal pessoas.

queres casar comigo?

22.12.14
queres casar comigo 1queres casar comigo 2queres casar comigo 3queres casar comigo 4 Sou 'casada' há quase 12 anos.
Sem papéis, benções religiosas ou autorizações paternais.
Um processo natural que se foi desenrolando com a vida e que nunca careceu de grandes decisões para termos a certeza todos os dias que queremos estar um ao lado do outro.
Nunca quis casar, desde miúda que registei algures no meu cérebro que os casamentos eram uma coisa muito chata, cara e sem grande sentido para a vida que eu ia viver.
Acima tudo uma das razões que me levou a ter estas ideias é que nunca fui a um casamento que eu ache espectacular, alguns mais divertidos que outros, alguns mais bonitos, comidas melhores ou piores, mas aquela sensação de uma festa longa demais, cansativa e de sapatos apertados, fica-nos sempre na memória.
Claro que com os amigos a casar a sensação é diferente, porque são da nossa geração, mas ainda assim, nenhum me deixou cheia de vontade de casar.

Agora com a internet o cenário é diferente. Têm explodido por aí vídeos e cenários de casamento absolutamente idílicos que me deixam de queixo caído. Vestidos de cortar a respiração. Festas que de tão lindas apetece lá estar. Mas estamos na internet. Estamos nas fotografias editadas, nos vídeos trabalhados e nada do que parece é totalmente assim. No outro dia uma amiga comentava a propósito de um vídeo de casamento: 'mas nessa festa é toda a gente bonita e nova? onde estão o resto das pessoas? as normais?'

A verdade, é que a internet e as novas empresas de organização de casamentos, os fotógrafos incríveis que agora há no mercado, as mil e uma possibilidades para os vestidos de noiva, os novos formatos de festas, têm provado que é possível casar de forma diferente em Portugal. É preciso imaginação, muito trabalho, as pessoas e o sítio certo, mas que parece ser possível, lá isso parece.

Há muito que acompanho a Susana Esteves Pinto na internet, o seu incrível trabalho com o Simplesmente Branco e a sua postura e criação de conteúdos online, de se lhe tirar o chapéu. Uma verdadeira profissional no verdadeiro sentido da palavra. Apesar de não a conhecer pessoalmente identifico-me com os conteúdos e as posturas, as opiniões e a forma de estar na web.


A Susana escreveu um livro, o 'Queres Casar Comigo?' com tudo o que é preciso saber para se organizar um casamento.
E se ela fala de casamentos eu ouço. Não o faria com muitas pessoas, mas com ela sim. E se ela escreve um livro sobre a organização de casamentos eu quero ler.
Mesmo não havendo planos para festas ou eventos, ter este livro nas mãos é um prazer.
O resultado de muito trabalho e anos de experiência, juntam-se com as fotografias certas e as palavras objectivas e levam o leitor por todo o processo de organização de uma festa de casamento.
Todas as perguntas e respostas estão lá, a forma como tudo se deve organizar, a liberdade que cada um tem de fazer as coisas à sua maneira, o trabalho que dá, as soluções que existem. Confesso que a maioria das coisas que lá são abordadas eu nem sabia que se tinham de considerar. Não faço a menor ideia por onde começar a organizar algo da dimensão de um casamento e acredito que a maioria das pessoas deve ser como eu. Por isso um livro destes pode mesmo ser uma tábua de salvação num mar de ideias e opiniões e orçamentos.

E sim, o livro consegue inspirar. Consegue deixar-nos com a ideia de que uma festa à nossa medida é possível. Não sem muito trabalho, que todas dão, mas possível.
Que não é preciso os sapatos apertados e os vestidos armados, que os convidados podem ser quem nós mais gostamos, que a festa pode ser divertida, que não precisamos de tendas e quintas xpto, há alternativas. Mas têm de ser pensadas. Este livro está aí para ajudar as pessoas a pensarem e a organizarem um evento que pode vir  a ser maior festa da sua vida!

E já agora que se fala de casórios, para mim era um destes se faz favor, que nem de propósito foi feito lá para os lados da nossa 'Maura':D

keep on pushin'

18.12.14
No skate como na vida, não vale a pena estar à espera de descidas é preciso estar sempre a puxar...para a frente!
Com energia, foco e boa música e o mundo lá vai girando e avançando.

crochet: o mais que perfeito

16.12.14



Já foi há 3 anos que falei aqui neste blog na Helen Rodel.
No outro dia, ao trabalhar no blog de uma cliente vejo um post que ligava ao meu blog e a este tema e revi todo o trabalho da Helen e a forma como estas peças, os vídeos e as imagens me inspiraram na altura.
E hoje voltei a ficar impressionada e até emocionada com estas peças, os vídeos, as palavras e a música.
A criatividade é um campo vasto e ao mesmo tempo tão reduzido, onde parece que apenas algumas pessoas conseguem entrar. Muitos tentam, mas ser de facto criativo é um dom muito raro.
Vejam o site e deliciem-se com as colecções e os vídeos.
E pelos vistos também faz vestidos de casamento, que devem ser um sonho!



Helen Rödel - Documentário Estudos MMXI (english subtitles) from Helen Rödel on Vimeo.

porto 'não me toques'

14.12.14
fast food à moda do porto Já todos sabemos que o Porto anda a renascer das cinzas com o turismo e a 'movida' nocturna.
Já todos concordamos que a iniciativa privada é que está a salvar a cidade de se tornar uma ruína geral e que são os restaurantes e cafés e hotéis que estão a recuperar os prédios e as lojas e a trazer mais pessoas para o centro da cidade.

Mas nos últimos meses experimentei alguns dos restaurantes novos do Porto.
A conclusão a que tenho chegado é a seguinte:
Decorações muito cuidadas, cosmopolitas, que misturam o velho e o novo, que usam as belas fachadas dos edifícios da melhor maneira.
Preços elevados.
Comida fraca face ao expectável pelo preço.
Mas acima de tudo (e salvo raras excepções é preciso ressalvar) uma incrível antipatia por parte de quem serve às mesas. Geralmente gente muito nova, com bom aspecto, mas que são incapazes de trocar duas palavras simpáticas com o cliente. Aconselhar algo da carta ou um bom vinho. Estabelecer um elo de ligação com o cliente que o vai querer fazer voltar.
Há todo um novo snobismo associado a estes novos locais que me deixa profundamente irritada.

E aquilo que mais é referido por quem visita o Porto, a genuidade das pessoas, vai-se perdendo em carinhas larocas fashion com pouca simpatia e conhecimento do ramo.
E ficam as saudades dos empregados de camisa branca que nos tratam por menina, perguntam sempre se estamos a gostar, sorriem e dizem algumas graças tipicamente tripeiras, de forma descontraída, sem 'não me toques', com uma simpatia genuína.
Eu não me importo de pagar mais um bocado para comer num bom restaurante, mas quando o faço espero que a comida seja espectacular, a bebida igualmente e a simpatia e disponibilidade de quem nos atende seja a melhor para que o momento se repita mais vezes. Quando estas variáveis não se juntam, não me têm de volta, isso é certo.

E no Porto está a ser cada vez mais raro encontrar esta variante mágica: a simpatia.
Temos pena.

[this is all about style]: dioespirro

13.12.14
Tânia Dioespirro do blog Dioespirro.
Um blog carregado de estilo, não apenas da sua autora, mas também das suas sugestões de moda, decoração e design.
Vale a pena espreitar o blog, facebook ou instagram.

Bom fim-de-semana!

(todas as fotografias deste post são propriedade do blog Dioespirro)

memory loves me

10.12.14

Esta foto da nossa casa do Algarve, que o Jóni tirou e partilhou no seu instagram, hoje deixou-me nostálgica.
Os tempos em que fomos para lá aconteceram sempre azares, como se uma nuvem negra pairasse sobre a minha cabeça, depois andar muito tempo de carro ou avião ficou proibido.
Nunca mais pensei na Maura, mas agora deu-me aquela saudade.

Estas cortinas são assim a coisa mais bonita de sempre, ou não são?

Obrigada Jóni.

do tempo perdido

9.12.14
#favouriteplace No outro dia li a Mariana a pensar o mesmo que eu: sobre o tempo perdido com o computador, as redes sociais, a web no geral.

Cada vez mais vejo bloggers de quem gostava a parar. Alguns a abandonar os blogs, outros a reduzir a comunicação. Pessoas a deixar o FB. Muita gente a ir para o instagram e a deixar o resto.

Para quem trabalha na web como eu, que vive e tem trabalho graças a estas linhas que nos ligam, é um pouco hipócrita dizer que não quero navegar na web. Sim é, eu sei.
Mas dou por mim a bufar ao mesmo tempo que faço scroll: natal, wishlists, giveaways, moda, beleza, notícias não tão importantes, fotografias bonitas, casas bonitas, eventos, festas, sítios, lojas, workshops, toda a gente tem algo a divulgar, toda a gente tem algo para vender.
Eu também.
Mas quando vou a dizer algo sinto o meu cérebro em 'pause'. E hesito.
No outro dia falava com uma amiga sobre as estatísticas deste blog: os posts com mais de 3 parágrafos de texto são os menos lidos. Os posts com fotos minhas são os mais lidos.

Depois observo alguns fenómenos nas redes sociais, um conjunto de pessoas com muitos seguidores que se limitam a debitar info e fotos, não interagem com ninguém a não ser nos seus próprios posts, fazem um discurso unilateral. Trabalham a sua marca pessoal e pronto.
Não critico, por vezes até acho inteligente. E se calhar menos cansativo. Mas ainda assim algo egoísta.

Se desligar o Facebook e me mantiver apenas pelos blogs, o tempo de leitura é menor. Leio o que me interessa em meia hora e está feito. O instagram uso mais quando estou na rua. O que me consome efectivamente tempo é o scroll cego do facebook. Aquele em que estamos ali a puxar a página para baixo e a pensar 'o que é isto'? Mas ainda assim a fazer scroll. E passado mais algum tempo lá volto ao scroll. É como ver telenovelas. Ninguém gosta, mas toda a gente vê.

Isto é um desabafo. Porque neste novo ano vou ter de organizar melhor a minha comunicação. Divulgar o que é preciso, ver uma vez o feed e sair. Desligar o Facebook. Ficar-me aqui pelos blogs e pelo instagram. Tenho a certeza que vou ganhar muito tempo com isso. Tempo de trabalho e tempo pessoal. Tempo para deixar alguns comentários aqui e ali e espaço para me surpreender com o conteúdo dos outros.
Reduzir o número de imagens e informação que me passa pelos olhos. Fazer o meu trabalho mais concentrada. Sentir que os dias rendem mais. Desligar ao final do dia.

E pronto, gostava de ouvir a vossa opinião sobre isso, como fazem a vossa gestão do feed do FB, como comunicam com os outros, que tipo de comunicação é que gostam de ver e ler? O que vos interessa efectivamente nas redes sociais?





à procura do par perfeito

5.12.14

Lembram-se do meu post do mês passado, a falar da minha raiva para com as calças de ganga? O lacunas femininas?
Pois é.
Pelos vistos não foram só vocês que o leram ou comentaram, também existem pessoas, profissionais da área, atentas a tudo o que se diz por aí sobre o produto em que trabalham.
Qual não foi o meu espanto quando recebo no meu inbox um e-mail do marketing da Salsa Jeans a dizer que tinham lido o meu post e que gostariam de me mostrar como são feitos uns jeans e ajudar-me a encontrar o meu par perfeito.
Podem pensar que me enviaram um par de calças, me convidaram para uma abertura de loja com balões e fotografias, que me ofereceram algo em troca de um link num post qualquer a falar deles.
Mas não. Não foi nada disso que aconteceu.
Convidaram-me a visitar a fábrica deles, conhecer todo o processo de produção das calças de ganga, perceber o espírito que move uma empresa portuguesa que está um pouco por todo o mundo, com milhares de pessoas a trabalhar com eles.
Quiseram mostrar-me que a Salsa Jeans não eram só lojas e modelos de calças, que eram pessoas, designers, investigadores, tecnologia de ponta, que trabalham de forma apaixonada para encontrar o 'próximo par de jeans' aquele que vai ficar bem aquela pessoa em particular, a mim, a uma miúda de 15 anos ou a uma senhora de 80.
Quem me conhece sabe que gosto de fábricas, que mais do que os conceitos ou o design, gosto de ver as coisas a acontecer. E foi o que eu vi hoje, as coisas a acontecer num par de jeans.



Fui muito bem recebida pela Inês, que me convidou, pelo Joaquim que me mostrou a fábrica e pela Cristina que me acompanhou na tarefa de procurar o 'meu' par de jeans. Eu já tenho ideias muito fixas do que gosto e não gosto numas calças de ganga, por isso, à partida foram excluídos vários modelos skinny, elásticos, de cintura subida, com muita lavagem ou excesso de rasgados. Assim se fez uma primeira triagem nas dezenas de modelos diferentes que a Salsa apresenta e ficamos reduzidas a meia dúzia. A Inês, que se identificava comigo na parte de gostar que as calças assentem bem atrás e que possamos fazer toda a ginástica que quisermos com elas, sem ficarmos com as cuecas de fora, disse-me logo para experimentar umas straight bliss, calças de perna a direito que se adaptam às curvas naturais da anca e cintura feminina. E apesar de ter experimentado mais umas 3, foram mesmo essas que ficaram. Não me apertam, são moles e confortáveis, bem adaptadas à minha cintura e anca. O modelo certo para mim.
A Salsa teve a gentileza de me oferecer o par que eu escolhi e eu fiquei contente por me voltar a sentir bem num par de jeans. Por mais que goste de vestidos e saias, a rapidez com que se veste uns jeans com qualquer coisa é imbatível.
Quero ver se arranjo uma amiga para me fazer umas fotos com as calças para mostrar aqui no blog. As calças merecem umas boas fotos e não uma selfie mal amanhada:)

Quanto à Salsa a surpresa não poderia ter sido mais positiva. Pela empresa, pelas pessoas, pelo espírito que a move, pela diversidade e inovação no produto que os representa.
Eu, que nunca entrava na Salsa, porque não me identificava com a imagem das suas lojas, a partir de hoje vou começar a dar-lhe uma oportunidade sempre que o assunto sejam jeans, porque quem sabe, sabe.

E à equipa de marketing da Salsa fica aqui a minha admiração e respeito, porque isto sim, é marketing, do bom!

(Este post é da minha inteira vontade e responsabilidade, apesar de me terem convidado para a sua fábrica e me oferecido o 'meu' par de jeans, a Salsa não me pediu para fazer nenhum tipo de post sobre eles ou sobre a experiência que me proporcionaram. Faço-o porque acho o trabalho deles excelente e merece toda a minha divulgação.)






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