o ballet sai à rua

2.3.15
A Oysho (inteligente) resolveu pegar nas intemporais e elegantes peças de dança e trazê-las para as mãos e corpos de mulheres que nunca pisaram um palco em pontas.
E está muito bem conseguida a colecção sim senhora.
Comigo o ballet vai direitinho do palco e das salas de ensaio para a rua, porque já me vejo com algumas destas peças conjugadas com a minha roupa normal ou nas minhas aulas de yoga.
Palmas!

[instagram favourites]: Vanessa Rosa

27.2.15

Já há algum tempo que não vos trazia uma das minhas contas de instagram preferidas. Pois a Vanessa tem um instagram que capta quase sempre a minha atenção quando passa no meu ecrã.
Há muitas fotos da Vanessa, selfies e outras, mas não, não são umas selfies quaisquer. Há um estilo, uma marca muito dela. Não só pela sua imagem peculiar e bonita, como pelo lado bem humorado que algumas fotos e pequenos vídeos trazem com ela.
Ela tem uma série que chama de #365collarboneproject em que ela fotografa diferentes objectos equilibrados no seu ombro e que eu adoro!

Eu ainda não percebi bem o me faz gostar mais de umas contas de IG do que outras, não é tanto a qualidade da fotografia, acho que é mais a linha pessoal de cada um. Eu gosto de seguir pessoas que conheço, independentemente das fotos serem mais bonitas ou mais feias, e depois no grupo dos desconhecidos procuro por linhas pessoais, por estilos próprios, universos com que eu me identifico.

E vocês? O que vos faz gostar e seguir uma conta de instagram?



Uma foto publicada por Vanessa Rosa ⚡️ (@vanessascrosa) a

a ver

25.2.15
Juliette Binoche · fotografia de guerra · família · amor · coragem · uma banda sonora do caraças
É preciso dizer mais alguma coisa?
Fui.

blogs no masculino

24.2.15
Muitos dos links de blogs que vêm na minha coluna da esquerda são escritos por mulheres.
Há casas, moda, design, vida, filhos, fotografia, opinião, humor (algum), partilha, coisas que eu gosto e inspirações que durante muito tempo me foram alimentando a criatividade.
Mas neste momento já não consigo ver mais vestidos dos Oscars, ver marcas de cosméticos e compra de roupas, fotografias editadas e locais espectaculares. Eu até gosto, não me interpretem mal, apenas preciso de umas férias.
Por isso ando pelas casas virtuais masculinas. Espaços que não têm imagens ou fotografias cuidadas, onde a maternidade/paternidade não tem laçarotes nem filtros, onde a opinião não é sempre consensual, onde nem lhes conhecemos a cara, mas isso não interessa nada.
É comum sair da minha leitura de blogs masculinos a rir, a discordar com autor, a ver filmes ou ouvir músicas novas, mas raramente a pensar sobre a minha roupa, o cabelo que tem de ser cortado ou as manhãs stressadas com crianças cheias de sono e com uma mãe sempre à beira de um ataque de nervos, essa que não se penteou nem usou nenhum cosmético antes de sair de casa. Eu.


Por isso ficam aqui três dos meus blogs preferidos escritos por homens. Para quem interessar.


Factos de Treino







The Ressabiator

porto · amigos · comida · vintage

9.2.15
#brickclerigos um sítio bom, bonito e de gente simpática. @almostlocals #portoporto • amigas • comida (amanhã pelo blog) #honestfood #brickclerigos #porto Depois de muitos e muitos dias em regime de reclusão por causa das malditas doenças cá por casa, na semana passada lá voltei ao mundo dos vivos e bem dispostos com uma ida ao Porto para encontrar amigas num almoço bem divertido e saboroso.
Comemos no Brick, onde já tinha ido e relativamente ao qual tenho muito boa impressão, pelo ambiente descontraído mas super cuidado, pela simpatia de quem atende e pela comida sempre fresca e saborosa. A ideia de uma mesa partilhada por todos é inovadora na cidade e mostra-se muito acolhedora.

@ac_mangana working her magic with Pris @almostlocals at #maoesquerda.#maoesquerda #porto for vintage lovers!Na #maoesquerda a perder a cabeça por um mega casaco que sim, veio para casa comigo! @ac_mangana :) Depois foi tempo de subir até ao outro lado da cidade, perto dos Poveiros, para visitar a super cool Ana Carolina e a loja de vintage Mão Esquerda. Saí de lá com um casaco de pelo falso, comprido, leve e super quente, que vai fazer as maravilhas do meu Inverno e a Pris comprou um de pele por 9 euros. Sim, 9 euros!


Tive a companhia da Priscilla e da Luísa, que tornaram o almoço e o passeio cheio de risos e boa disposição. A Priscilla é editora do site chicken or pasta? e estava pelo Porto a fazer um guia da cidade, por isso aguardem o artigo dela que vai levar o Porto até muita gente por esse mundo fora.

espelho meu, espelho meu...

8.2.15
Espelho meu, espelho meu, haverá arrumadora mais lenta do que eu? Post daqui a pouco no blog www.silviasilva.com ...haverá arrumadora mais lenta do que eu?
3 meses.
3 meses foi o tempo que eu levei para arrumar a roupa de Verão deste micro armário de duas portas.
3 meses com caixas espalhadas pelo quarto, pano do pó pousado na cómoda, roupa e cabides espalhados por todo o lado, biquinis misturados com os collants, fatos de ballet de há décadas atrás com t-shirts que me ficam por cima do umbigo.
Durante o processo eu lá ia tropeçando em uma ou outra caixa pela manhã, dizia as minhas asneiras mentais e pensava, 'que saia é aquela? aquilo é meu?'.
Pensava acima de tudo que 80% das coisas dentro do meu armário eu não as estava a usar e por isso só serviam para ocupar espaço. Lembrava-me quase sempre da minha mãe e agora da minha irmã que é a rainha das coisas arrumadas, que sempre me diziam que trocar a roupa em cada estação no armário era essencial. Eu durante muito tempo não acreditei, porque achava que tudo era possível em qualquer estação.
Aos 37 anos lá percebi que estava errada.
3 meses foi o tempo que demorei a perceber que tinha mesmo de me desfazer de muita coisa que não servia para nada, que numa casa onde há duas crianças que crescem todos os meses, não nos podemos dar ao luxo de ter coisas a ocupar espaço que não têm propósito.
Foi o ano em que dei e reciclei mais roupa desde sempre. Que tomei o pulso ao que eu realmente uso e me faz falta, que descobri peças que estavam perdidas e que conclui que duas portas de armário são suficientes para toda a minha roupa.
Claro que os casacos não estão aqui, são uma colecção maior do que toda a minha roupa e os sapatos, esses sempre foi fácil de manter arrumado, porque nunca tive muitos.
Sinto-me aliviada e mais leve. Agora resta saber se consigo manter.

Dou por mim a pensar em algumas imagens que vejo por aí pela web, de pessoas que têm centenas de pares de sapatos, closets que são divisões inteiras, roupas diferentes todos os dias, como fazem? Passam a vida a arrumar estes armários ou vivem em cima de uma montanha de roupa? Eu teria de passar 12 meses do ano em arrumações, a julgar pela pequena amostra:D

E ficou assim, pequeno mas com o que realmente interessa. E colorido, como sempre.

Espelho meu, espelho meu, haverá arrumadora mais lenta do que eu? Post daqui a pouco no blog www.silviasilva.com

[this is all about style]: ouro!

4.2.15

Para mim a moda tem nos levar para sítios fora daqueles normais onde estamos.
Roupa prática e que se aplica às necessidades do dia-a-dia é essencial bem sei, mas a graça toda está em comprar roupa divertida, que nos faça sair das zonas de conforto aborrecidas que a roupa básica nos traz.
Esta saia dourada é 'a peça'. É o desejo que vou manter debaixo de olho (apenas 199$, baratinha:D) para a nova estação.
É ouro pessoas, ouro!

E para verem outras peças lindas e aproveitarem os saldos visitem a Gorman de onde esta linda saia saiu.

(via Frankie)

#9birthdayguide

1.2.15

Foi inspirada nas talentosas Rita Cordeiro e Sónia Sapinho e no desafio que cumprem no seu dia de anos de tirarem 9 fotos e mostrarem do seu ponto de vista como se pode ter um bom aniversário, que este ano me desafiei a mim mesma a fazer o mesmo. (eu não sou nada dada a desafios fotográficos, mas achei que seria um bom incentivo para tornar o meu dia mais especial e o facto de ser no instagram torna tudo mais simples e divertido)
O meu aniversário é geralmente um dia normal, cá por casa até foi dia de trabalho para alguns, mas a graça do desafio é mesmo ir registando pequenas coisas que vamos fazendo para o tornar especial. E a verdade é que podemos ir fazendo algumas coisas que nos vão deixando mais felizes ao longo do dia e que as devemos fazer sempre.
Foram 37 anos, o tempo passa a voar, as miúdas já não são bebés, eu própria já estou a anos-luz de ser ou me achar uma miúda, mas confesso que muitas vezes quando penso na idade que tenho não sei bem como me sentir. A idade não tem definição somos e estamos como queremos, mas há sempre aquela sensação do 'eu com esta idade já devia...'. E agora dou por mim a pensar mais nessas coisas do que eu já devia ser ou parecer, desde a forma de vestir, ao percurso profissional, à organização da vida. Mas para mim tem sido crucial a liberdade e o poder estar sempre aberto e disposto à mudança e aos novos desafios. O poder de mobilidade mental e mudança marcaram os últimos anos da minha vida e mostraram-me muitas coisas que eu sei que hoje sou capaz de fazer e que há uns anos atrás não achava possível.
Este último ano e o início deste foram marcados por algumas dificuldades de saúde, coisa que nunca me tinha acontecido e que eu espero que fiquem por aqui. Não há nada pior do que a nossa energia falhar, essa é a grande conclusão deste último ano. Ser mais saudável é o objectivo destes novos 37 anos.

Vamos então ao desafio (de cima para baixo e da esquerda para a direita, em inglês porque é a forma original como está no instagram):
1. Sleep the more and best you can.
2. Dress something you like.
3. On a rainy birthday paint yourself with bright colors.
4. Get yourself and your home some nice flowers.
5. Bake a cake.
6. Try something new.
7. Keep friends and family close to you.
8. Best friends and older sisters know a lot about what you love. Thank them!
9. Tchim, tchim, celebrate life.


diz que vou fazer anos

27.1.15
A foto da praxe no café saudade! #cafesaudade #sintra #larforadecasa Pois é, com este furacão de doenças os meus anos estão mesmo aí a chegar e eu ainda nem tive tempo de pensar nisso.
Ao que hoje passa por mim a pergunta derradeira, 'mas afinal o que queres para os teus anos'? Nada, é a resposta que me vem à cabeça assim de repente.
Mas será uma resposta para me arrepender seriamente mais tarde, que uma rapariga com mais um trapo, um par de sapatilhas, uma roupa de cama, um batôm, 'whatever' é sempre uma rapariga mais feliz!
Por isso, e porque do fundo lá do buraco onde ando metida nestes últimos dias, não vi saldos, não fui a lojas, não vi blogs nem cenas, fica aqui a pergunta para um conjunto de leitoras que eu sei que estão prontas para me ajudar neste momento de futilidade saudável: 'o que eu quero para os meus anos?'.
De preferência que se possa comprar à distância de um click.
Vá, dêem-me as vossas ideias, mostrem-me as sapatilhas em super saldo, a carteira de cair para o lado, o caco velho, o que vos apetecer, mas mostrem!
Rápido!

2015, será que podemos começar outra vez?

26.1.15
#letitrain Não sei quantos dias se passaram, desde que fui atirada ao tapete pela primeira vez.
Viroses nas crianças, gripes, otites, e uma penumonia que me deixou KO, foram alguns dos elementos destes últimos dias que vejo de forma enevoada e cinzenta. Já nem sei bem o que aconteceu nem quando. Apenas aquela sensação de privação de sono e dor no corpo é que está bem presente.
Logo eu que não fiz listas de desejos para 2015, que não organizei as minhas prioridades nem desejei mudar o closet para uma nova época, apenas queria dar conta do que já tinha em mãos. Apenas queria responder atempadamente ao trabalho, começar alguns novos projectos, fazer algumas coisas com os meus.
Janeiro desapareceu, não sei o que aconteceu, mas evaporou-se, e agora parece que o mundo seguiu o seu curso, a maratona corre desenfreada em direcção à Primavera e eu ainda mal saí do ponto de partida.
Hoje sentei-me e olhei em volta. Haverá ponto de partida? Por onde começo? Pelo trabalho atrasado? Pelos mails por responder? Pelas desculpas por pedir? Pelo dinheiro que não ganhei mas o estado me cobra? Pela casa que parece estar enterrada num eterno caos de coisas por arrumar? Pelo escritório onde quase não me consigo sentar? Pela roupa que ficou entre o armário e algumas caixas e sempre por arrumar? Pela minha cara que parece estar pronta para enterrar? Por onde começo? Haverá fim à vista? Haverá forma de sprintar até apanhar a maratona que já vai bem lá longe?
A corrida é solitária. As preocupações de uma só cabeça. Não está previsto ficar doente. Quem não corre não ganha. Simples.

Bem, pelo menos posso riscar um elemento da minha lista mental. Sem maratonas nem ginásios, 3Kg já lá vão, ficaram no tapete. Pronto, estou elegante, agora só falta o resto.

Vamos lá começar outra vez, qualquer início pode ser um bom recomeço. Qualquer. Desde que algo aconteça. Vamos a isto então.
Sem percalços por favor. Obrigada.


I could live here

14.1.15
Se eu pudesse escolher uma casa para mim, seria um de 2 extremos, ou a recuperação de uma casa antiga ou a construção de uma casa ultra moderna.
Tudo o que fica ali nos entremeios não me diz nada.
Apesar de nutrir grandes paixões pelas características dos edifícios antigos, também a arquitectura moderna me deixa muitas vezes espantada com a genialidade dos desenhos e das opções. Se bem que a escolher, acho que escolhia mesmo a recuperação de uma bonita casa antiga.

Neste caso juntam-se dois extremos num só, uma casa nova dentro de uma ruína intocada.
Incrível. E a completar o quadro a paisagem da ilha do Pico nos Açores.

(projecto de Sami Arquitectos, via Ignant, fotos de Paulo Catrica)

o que diferentes olhos podem ver

10.1.15
Há toda uma polémica a 'rolar' pela web sobre este novo vídeo de SIA.
Dizem que tem cariz sexual e pedófilo.

Será de mim ou eu só consigo ver uma bailarina e um actor do caraças a fazer um vídeo brutal?

Vejo luta, vejo brincadeira, vejo um homem, um pai, uma criança, um animal, vejo luta de forças, de liberdades, de emoções, mas não vejo sexo.
Nenhum.
Será de mim?

fotografia

8.1.15

Há uns anos atrás andava entusiasmada com a fotografia.
Foi uma das primeiras coisas que este blog despertou em mim, a vontade de olhar para as coisas de forma mais atenta, de tentar fotografar detalhes, momentos, coisas que me marcavam sem serem os tradicionais momentos familiares ou fotografias de festas e férias.
Ultimamente, desde que este lado mais 'geek' se foi apoderando de mim, tenho pensado menos na fotografia. Vejo tanta fotografia boa por essa web fora, que fico a pensar que tudo o que faço é mau. Salva-me este lado desprendido de quem publica com a mesma ligeireza um pensamento profundo num post, como um casaco fútil no seguinte, que me deixa utilizar este blog sem grandes amarras e faz com que ele vá tendo posts atrás de posts, pela simples razão de não haver grande pretensão nos mesmos.
A fotografia instantânea dos telemóveis, com o instagram, tem-me devolvido esse gosto, essa vontade de explorar, num ecrã pequeno, com poucas funções, em momentos rápidos e sem grande preparação.
Praticamente todas as fotos deste blog são tiradas com o telemóvel e publicadas no instagram. Por isso a dimensão da coluna é própria para este tamanho e o blog está pensada para ter imagens quadradas.
Entretanto vou seguindo algumas contas do instagram como a Diane, a Rita, o Jóni, que me deixam sempre a pensar como é que eles captam momentos e objectos tão simples e os transformam em imagens tão belas.
E sinto com eles verdadeiros momentos de inspiração, de beleza e de poesia.
Esses momentos que já busquei noutros sítios, agora encontro-os em imagens momentâneas, em cores e em formas que me inspiram e me deixam a sonhar.
Isto para dizer que adoro esta foto, que tirei no Chalet Saudade em Sintra, que ficou torta porque não me soube posicionar em condições, mas que ainda assim me deixa a pensar que os ecrãs das máquinas por vezes nos mostram coisas que a olho nu deixamos passar, numa mistura constante de imagens e na falta de tempo para parar, olhar e apreciar.


sapatilhas feitas para andar...sempre

5.1.15

Há mais de 20 anos que calço Adidas Superstar.
Já as tive com riscas vermelhas, pretas e agora ando com umas de riscas verdes.
Cada par delas duraram uma eternidade e foram usadas até não terem mais como andar.
Para mim são as melhores sapatilhas de sempre.
Há outras que gosto, que vêm e que vão, mas estas ficam. E ficam para ser usadas com qualquer roupa, estilo e em qualquer ocasião.

Agora estão a explodir por todo o lado nas fotos de moda e de estilo de rua. Adoro ver as combinações que fazem com elas.

No meu artigo desta semana da La Redoute, resolvi falar delas, porque se há coisa que eu acho que vale mesmo a pena investir (ainda por cima em saldos) é num par destes!



*sou blogger residente do Magazine de Tendências da La Redoute, colaborando desta forma com a marca, mas os posts no meu blog são da minha inteira responsabilidade e vontade.

(primeira foto · segunda foto · terceira foto)

a ler

3.1.15

Ontem o Alfaiate Lisboeta escreveu um post muito interessante sobre a existência dos blogs, a visão dos media, a visão dos leitores, a honestidade, a qualidade de conteúdos entre muitas outras coisas. Um post bem escrito e assertivo que diz muito daquilo que eu também penso. Para quem se interessa por este tema, é ler aqui.
Vale a pena.

das pessoas

31.12.14

Sei bem que já todos lemos resumos do ano velho e desejos para o novo.
Eu por aqui não sou pessoa de listas nem de rever a matéria dada.
Sei que me esforcei para caraças o ano todo. Sei que nem tudo correu bem, mas a maioria das coisas foram mais do que boas.
É tempo de deixar para trás e esquecer o que correu mal, porque tudo o que interessa está aqui e agora.

Acabar o ano na 'internet' com este post da Mar é tudo o que eu poderia desejar por estas andanças virtuais. Desejo concretizado.

Agora vou ali para a festa de carne e osso.

Bom ano pessoas bonitas!

das festas mais ou menos felizes

23.12.14
O que 6 anos de vida ensinam sobre o amor:) #vidademae #miudasgiras #amor A minha mãe detestava o Natal. Ou pelo menos certificava-se de o dizer alto e bom som a toda a gente todos os anos.
E eu sentia que se ela não gostava eu também não devia gostar, afinal éramos uma equipa, nós contra o mundo.
Músicas de Natal? Bhléc.
Aquelas famílias felizes todos vestidinhos para o Natal? Bhléc.
Presentes de Natal? Nas vésperas lá se tratava disso à pressão, mas não sem durante o processo se bufar por todos os poros e prometer que para o ano que vem 'vou mandar tudo para o raio que o parta'.
Mas a verdade é que bem lá no fundo, eu queria que as coisas fossem diferentes. Queria que ela se sentisse feliz. Para eu achar que também teria esse direito. Porque se ela não estava feliz, nós também não podíamos estar.
Mas já lhe tinha acontecido tanta coisa, os últimos anos tinham sido tão lixados com desgraça atrás de desgraça, que hoje eu compreendo bem toda a revolta da minha mãe, gostaria que tivesse sido diferente, claro que sim, mas por outro lado prefiro uma mãe resmungona a uma deprimida.

A verdade é que com o passar dos anos, eu e a minha irmã crescemos e passamos a ser, juntamente com a minha mãe, boas amigas, e as boas amigas geralmente riem-se das desgraças. E o Natal passou a ser um momento cómico. Em que a minha mãe fazia o seu teatro e nós ríamos das mesmas frases, os mesmos bufos, a mesma cara de olho franzido que em alguns segundos se transformava em sorriso aberto. E o sorriso dela era o mais franco e bonito que conheço. Daqueles que iluminam toda a rua.

Depois chegaram os netos, filhos da minha irmã e o mundo mudou para ela. O Natal passou a ser tudo o que os netos precisariam que fosse, com prendas e árvore e Pai Natal e tudo à mistura. Foi um alívio. O começo de uma nova era, mais feliz, de uma família que crescia e ia deixando para trás a amargura.

Não durou muito tempo, não pelo menos o suficiente para que as minhas filhas viessem a conhecer essa avó, que se dizia com tão mau feitio, mas que era a mais carinhosa das mães e a mais dedicada das avós.

E tudo estaria feito para que eu detestasse o Natal.

Mas não. O Natal fica ali no meio das minhas preferências. Não é a minha época preferida, mas também não lhe guardo rancor.
Faço tudo à pressão, nos últimos dias, como a minha mãe me ensinou. E odeio músicas de Natal, não há som mais deprimente do que esse.
Mas adoro estar com a minha família e ver a felicidade das crianças, porque afinal foram e são elas que salvam tudo.

Faz-me falta a minha família, aqueles que me deram vida e que me deixaram tão cedo. Por mais que cresça o meu peito nunca será grande o suficiente para o tamanho da minha saudade.

Mas como a minha filha hoje escreveu 'o amor a de sempre vencer'.
E cá por casa o amor agiganta-se sempre perante a dor.

Feliz Natal pessoas.

queres casar comigo?

22.12.14
queres casar comigo 1queres casar comigo 2queres casar comigo 3queres casar comigo 4 Sou 'casada' há quase 12 anos.
Sem papéis, benções religiosas ou autorizações paternais.
Um processo natural que se foi desenrolando com a vida e que nunca careceu de grandes decisões para termos a certeza todos os dias que queremos estar um ao lado do outro.
Nunca quis casar, desde miúda que registei algures no meu cérebro que os casamentos eram uma coisa muito chata, cara e sem grande sentido para a vida que eu ia viver.
Acima tudo uma das razões que me levou a ter estas ideias é que nunca fui a um casamento que eu ache espectacular, alguns mais divertidos que outros, alguns mais bonitos, comidas melhores ou piores, mas aquela sensação de uma festa longa demais, cansativa e de sapatos apertados, fica-nos sempre na memória.
Claro que com os amigos a casar a sensação é diferente, porque são da nossa geração, mas ainda assim, nenhum me deixou cheia de vontade de casar.

Agora com a internet o cenário é diferente. Têm explodido por aí vídeos e cenários de casamento absolutamente idílicos que me deixam de queixo caído. Vestidos de cortar a respiração. Festas que de tão lindas apetece lá estar. Mas estamos na internet. Estamos nas fotografias editadas, nos vídeos trabalhados e nada do que parece é totalmente assim. No outro dia uma amiga comentava a propósito de um vídeo de casamento: 'mas nessa festa é toda a gente bonita e nova? onde estão o resto das pessoas? as normais?'

A verdade, é que a internet e as novas empresas de organização de casamentos, os fotógrafos incríveis que agora há no mercado, as mil e uma possibilidades para os vestidos de noiva, os novos formatos de festas, têm provado que é possível casar de forma diferente em Portugal. É preciso imaginação, muito trabalho, as pessoas e o sítio certo, mas que parece ser possível, lá isso parece.

Há muito que acompanho a Susana Esteves Pinto na internet, o seu incrível trabalho com o Simplesmente Branco e a sua postura e criação de conteúdos online, de se lhe tirar o chapéu. Uma verdadeira profissional no verdadeiro sentido da palavra. Apesar de não a conhecer pessoalmente identifico-me com os conteúdos e as posturas, as opiniões e a forma de estar na web.


A Susana escreveu um livro, o 'Queres Casar Comigo?' com tudo o que é preciso saber para se organizar um casamento.
E se ela fala de casamentos eu ouço. Não o faria com muitas pessoas, mas com ela sim. E se ela escreve um livro sobre a organização de casamentos eu quero ler.
Mesmo não havendo planos para festas ou eventos, ter este livro nas mãos é um prazer.
O resultado de muito trabalho e anos de experiência, juntam-se com as fotografias certas e as palavras objectivas e levam o leitor por todo o processo de organização de uma festa de casamento.
Todas as perguntas e respostas estão lá, a forma como tudo se deve organizar, a liberdade que cada um tem de fazer as coisas à sua maneira, o trabalho que dá, as soluções que existem. Confesso que a maioria das coisas que lá são abordadas eu nem sabia que se tinham de considerar. Não faço a menor ideia por onde começar a organizar algo da dimensão de um casamento e acredito que a maioria das pessoas deve ser como eu. Por isso um livro destes pode mesmo ser uma tábua de salvação num mar de ideias e opiniões e orçamentos.

E sim, o livro consegue inspirar. Consegue deixar-nos com a ideia de que uma festa à nossa medida é possível. Não sem muito trabalho, que todas dão, mas possível.
Que não é preciso os sapatos apertados e os vestidos armados, que os convidados podem ser quem nós mais gostamos, que a festa pode ser divertida, que não precisamos de tendas e quintas xpto, há alternativas. Mas têm de ser pensadas. Este livro está aí para ajudar as pessoas a pensarem e a organizarem um evento que pode vir  a ser maior festa da sua vida!

E já agora que se fala de casórios, para mim era um destes se faz favor, que nem de propósito foi feito lá para os lados da nossa 'Maura':D

keep on pushin'

18.12.14
No skate como na vida, não vale a pena estar à espera de descidas é preciso estar sempre a puxar...para a frente!
Com energia, foco e boa música e o mundo lá vai girando e avançando.

crochet: o mais que perfeito

16.12.14



Já foi há 3 anos que falei aqui neste blog na Helen Rodel.
No outro dia, ao trabalhar no blog de uma cliente vejo um post que ligava ao meu blog e a este tema e revi todo o trabalho da Helen e a forma como estas peças, os vídeos e as imagens me inspiraram na altura.
E hoje voltei a ficar impressionada e até emocionada com estas peças, os vídeos, as palavras e a música.
A criatividade é um campo vasto e ao mesmo tempo tão reduzido, onde parece que apenas algumas pessoas conseguem entrar. Muitos tentam, mas ser de facto criativo é um dom muito raro.
Vejam o site e deliciem-se com as colecções e os vídeos.
E pelos vistos também faz vestidos de casamento, que devem ser um sonho!



Helen Rödel - Documentário Estudos MMXI (english subtitles) from Helen Rödel on Vimeo.

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